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Voa, bruxo! Inventor de BH cria vassoura de Harry Potter e busca recursos para emplacar produto

Invenção de Alessandro Russo pode ser acoplada a monociclos elétricos e serve como meio de transporte e lazer


12/10/2020 17:44 - atualizado 12/10/2020 22:07

Alessandro Russo, criador da 'Nuvem', vassoura inspirada no universo de Harry Potter(foto: Reprodução)
Alessandro Russo, criador da 'Nuvem', vassoura inspirada no universo de Harry Potter (foto: Reprodução)

Seria bom se, como por mágica, você pudesse se transportar pelas ruas, fugir da lentidão do trânsito de carros e ainda por cima tirar uma onda de ‘bruxo’, pilotando uma vassoura? Pois graças à criatividade e ao trabalho de um belo-horizontino de 28 anos isso pode se tornar realidade.

“Inclusive eu estava saindo agora de vassoura pra gravar um vídeo para o Instagram”, disse Alessandro Russo, criador da Nuvem Vassouras ao atender a reportagem do Estado de Minas.


A ‘Nuvem’, vassoura criada com inspiração nas histórias de Harry Potter é um meio de transporte – e de lazer – desenvolvida para ser acoplada a monociclos elétricos. Dependendo do modelo do monociclo (que não é vendido pela empresa Nuvem Vassouras), é possível rodar pelas ruas a uma velocidade de até 60km/h.

Além de inventor, Alessandro é professor de inglês, faixa preta e sensei de Aikido, acupunturista e ex-programador de jogos. Quando completou oito anos, ganhou de presente de aniversário o primeiro livro com as histórias do bruxo criado pela escritora inglesa J. K. Rowling e se tornou fã da saga Harry Potter.

E observando alguns equipamentos como hoverboards, skates e monociclos elétricos, teve a ideia de criar a vassoura como meio de transporte terrestre. E deixou de lado todas as outras profissões para se dedicar exclusivamente ao novo projeto.

“Eu olhava os hoverboards e via que eles funcionavam com a inclinação do corpo. É mais ou menos isso que os fãs de universos mágicos como de Harry Potter imaginam. Quando os personagens estão em cima das vassouras eles aceleram se inclinando sobre elas. E puxam o cabo para trás pra frear. O que você faz com o cabo ela te responde”, explica o inventor.


Na vassoura Nuvem, o princípio de funcionamento é este. De acordo com a inclinação do corpo do piloto e do cabo da vassoura, ela acelera ou freia. O projeto passou por várias etapas, até chegar ao produto final.

“Fui desenvolvendo uma peça para hoverboard. Depois conheci o monociclo elétrico e skate elétrico. O monociclo foi o que mais se encaixou. Fiz o projeto em 3D. Como sou ex-programador de jogos, também sei mexer com modelagem tridimensional. Junto com um amigo que trabalha em uma fábrica de cozinha industrial, conseguimos desenvolver o protótipo dessa peça”, conta Alessandro.

Lazer ou meio de transporte?

Alessandro já foi flagrado pelas ruas de Belo Horizonte pilotando sua vassoura. Segundo ele, o produto foi concebido para ser, além de um atrativo para os fãs de Harry Potter, também um meio de transporte.

“A gente pensou que realmente ela seria muito versátil. Serviria como meio de transporte para entusiastas, como eu. É muito legal a reação das pessoas quando saímos. Nos param, pedem para tirar foto. Não tem nada de celebridade nisso. É apenas a invenção do produto”, diz.


Bem humorado, ele completa: “Eu brinco que só vou comprar pão de vassoura. Agora, sou suspeito para falar, mas a sensação é muito melhor, mais divertida do que de pilotar um monociclo comum”.

Mas a vassoura também foi pensada para divertir. Nos filmes, os estudantes de magia e feitiçaria praticam um o quadribol – o esporte mais popular no universo de Harry Potter – montados em suas vassouras voadoras. O que pode ser repetido na vida real, guardadas as devidas proporções.

“Pode vir aí um novo quadribol, muito mais legal de se assistir. Hoje as pessoas já jogam. Mas elas colocam um cabo de vassoura entre as pernas e correm. Não é tão verossímil. Já fizemos testes, conseguimos passar a bola um para o outro. E com um pomo de ouro preso por um drone. Funcionou super bem. É uma coisa que as pessoas vão querer assistir”, projeta Alessandro.

O criador afirma que o produto também pode ser usado simplesmente para quem quiser dar uma voltinha: “Aquelas parcerias que karts fazem com shoppings, onde as pessoas pagam para pilotar um carro. Por que não poderíamos fazer com as vassouras?”

E para pilotar?

Subir na vassoura e sair guiando não é assim tão simples e requer uma certa habilidade. Segundo o inventor, é necessário praticar por cerca de uma semana para adquirir equilíbrio e sair pelas ruas.

“Você senta nela e primeiro tem que achar o seu equilíbrio lateral. Eu até brinco, ‘imagine se você estivesse numa vassoura no ar’. O cabo dela é relativamente fino. Você iria cair para um lado ou para o outro. Deve ser por isso que nos filmes de Harry Potter eles colocam uma disciplina para ensinar o voo. Não é só sentar e sair voando”, adverte Alessandro.

Ele diz que a experiência é única e não se parece com nenhum meio de transporte que exista atualmente.

“Não se parece com andar de bicicleta nem com pilotar um monociclo em pé. O que eu costumo falar é que se parece realmente com pilotar uma vassoura. Por mais que ninguém nunca tenha pilotado uma vassoura até hoje no mundo”, afirma.

Como comprar?

Por enquanto, as quatro vassouras que desfilam pelas ruas de Belo Horizonte são as de Alessandro e sua equipe. A Nuvem conta com a plataforma de financiamento coletivo Kickstarter (clique aqui para mais informações) para conseguir fundos e alavancar o plano de produzir as peças.

“É uma espécie de pré-venda. Não temos fundos para produzir as vassouras. Tem um pacote especial só para o Brasil que deve chegar em dezembro. Todos os outros devem chegar a partir de março de 2021”, explica o empresário.

No site, é possível comprar kits contendo vassouras, camisetas, broches e outros acessórios como cintos para carregar o equipamento ‘voador.’ Os preços na página estão em dólares canadenses – já que a pretensão é vender para diversos países do mundo – e variam de CA$ 165 a CA$ 340. Na cotação atual, entre R$697 e R$1435.

A Nuvem Vassouras teve o cuidado de não vincular o nome Harry Potter ou qualquer outro item que pertença ao universo de propriedade intelectual de J. K. Rowling e da Universal Studios.


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