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Estado de Minas PANDEMIA

BH confirma mais sete mortes por COVID-19, e taxa de transmissão cai

Cidade tem 31.461 casos confirmados e 883 mortes pela doença causadora da pandemia. Taxa de ocupação dos leitos de UTI ainda preocupa


24/08/2020 18:30 - atualizado 24/08/2020 18:48

Presença em praças de BH foi liberada na semana passada. Velocidade de transmissão do novo coronavírus voltou a cair na cidade(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Presença em praças de BH foi liberada na semana passada. Velocidade de transmissão do novo coronavírus voltou a cair na cidade (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

 

No dia em que Belo Horizonte iniciou mais uma flexibilização do comércio – desta vez com parte dos estabelecimentos não essenciais podendo abrir as portas de segunda a sexta-feira –, a cidade registrou sete mortes por COVID-19.

 

A infecção pelo novo coronavírus já atingiu 31.461 moradores da capital mineira, com taxa de letalidade de 2,8%, já que 883 pacientes não resistiram à virose.

 

Além disso, são 27.534 infectados que já se recuperaram e 3.044 ainda em acompanhamento. Os dados são do boletim epidemiológico e assistencial publicado pela prefeitura nesta segunda-feira (24).

 

Na comparação entre os dois últimos levantamentos, o salto de casos foi de 620 diagnósticos.

 

Porém, a velocidade de propagação da doença caiu de 1,01 para 0,96. O chamado fator RT mede a quantidade de novos pacientes que são infectados a partir de um doente com a COVID-19.

 

Com essa diminuição, Belo Horizonte saiu da faixa de risco intermediária (amarela). Portanto, agora, a capital tem a situação controlada (verde) quanto a esse índice.

 

Leitos 

 

 

 

Por outro lado, a situação dos leitos de UTI para a doença permanece em alerta: ocupação de 56%. O quadro só se torna favorável quando fica abaixo dos 50%.

 

É o caso do índice de uso das enfermarias para infectados pelo novo coronavírus: marcada em 49% no boletim desta segunda. Os dois parâmetros estão praticamente estáveis desde essa quinta-feira (20).

 

Vale ressaltar que a Prefeitura de BH mudou a metodologia de análise da ocupação dos leitos no início do mês. Assim, deixou-se de considerar apenas a rede SUS para também contabilizar as unidades situadas em hospitais privados.

 

No setor público, as taxas de uso são mais altas  que o quadro da rede suplementar nos dois tipos de leitos: 55% nas enfermarias e 61% nas UTIs – ambos os indicadores na zona amarela.

 

Perfil das vítimas

 

A região com maior registro de óbitos continua Venda Nova (118). Em seguida estão: Nordeste (113), Noroeste (108), Oeste (104), Barreiro (99), Leste (94), Centro-Sul (89), Norte (83) e, por último, Pampulha (75).

 

Quanto ao perfil das vítimas, são 489 homens e 394 mulheres que perderam a vida pela doença em Belo Horizonte. A maioria delas, 82% (724), era formada por idosos. Outros 15,6% (138) tinham entre 40 e 59 anos; e 2,4% (21) entre 20 e 39 anos.

 

Quanto à cor, 49,6% das pessoas diagnosticadas com casos graves eram pardas, 25,8% brancas, 9,4% pretas e 0,9% amarelas. De acordo com a PBH, 14,3% não tem cor especificada ainda.

 

Além disso, 97,5% dos óbitos são de pessoas sem fator de risco, segundo a prefeitura. Apenas 22 mortes sem comorbidades: 18 homens e quatro mulheres.

 

A idade, cardiopatia, diabetes, pneumopatia, obesidade, nefropatia e doenças neurológicas são as comorbidades mais comuns.


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