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Estado de Minas FLEXIBILIZAÇÃO

Frio e chuva espantam belo-horizontinos das praças

Orla da Lagoa Pampulha e praças da Liberdade e Assembleia vazias na manhã de sábado. Poucos se aventuraram a desfrutar dos espaços liberados dos gradis


22/08/2020 11:39 - atualizado 22/08/2020 12:54

Giovanny Ribeiro, de Carajás, no Pará, encarou caminhada de uma hora na Praça da Liberdade(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Giovanny Ribeiro, de Carajás, no Pará, encarou caminhada de uma hora na Praça da Liberdade (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)


O frio e a chuva espantaram os belo-horizontinos das praças neste primeiro sábado com a liberação dos espaços pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), em mais uma etapa da flexibilização das áreas públicas e de convivência de Belo Horizonte.

 

Das 8h às 10h30, a reportagem percorreu a orla da Lagoa da Pampulha e as praças da Liberdade e Assembleia, na Região Centro Sul, e a Floriano Peixoto, no Bairro Santa Efigênia, e encontrou poucas pessoas aproveitando os espaços. Ainda que esta última não tenha sido fechada por gradis.

 

Os bravos, que acordaram cedo, destacaram a saudade de exercitar e o gosto da liberdade, de estar em um espaço ao ar livre sem tanto receio, mesmo em condições ruins de tempo e temperatura.

 

Giovanny Dantas, de 21 anos, estudante de direito, enfrentou as rajadas de vento na Praça da Liberdade sem medo. Ele é de Carajás, no Pará, e está em Belo Horizonte há pouco mais de um ano. "Com a quarentena, o sedentarismo atingiu muitas pessoas. É legal ter a praça de volta. Fazia academia cinco vezes por semana e, fechada, estava sentindo falta de poder me exercitar."

 

Para Giovanny, para que as praças continuem liberadas, é preciso que todos tenham consciência e sigam as regras de contenção da pandemia: "Ao ar livre, me sinto mais seguro para fazer uma caminhada de uma hora. Achei melhor vir cedo porque tenho medo de ter aglomeração mais tarde e quero aproveitar  enquanto está mais vazio. Com máscara e sem contato, acredito que tudo bem. Agora, não adianta um fazer sua parte e o outro não, porque daí seremos todos prejudicados".

Rafael Barcelos, de 21 anos, decidiu correr na Lagoa da Pampulha e, depois, andar de bike(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Rafael Barcelos, de 21 anos, decidiu correr na Lagoa da Pampulha e, depois, andar de bike (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)

 

O também estudante de contabilidade Rafael Barcelos, de 21 anos, corria na orla da Lagoa da Pampula sem ligar para a baixa temperatura na região e a chuva fina e insistente. Com a máscara guardada, "porque estou sozinho e sem ninguém por perto", o treino do dia foi programado para duas horas de corrida e depois mais tempo de pedaladas na bike, guardada no carro.

"Aqui o espaço é grande, é possível manter o distanciamento, são 18 quilômetros e, com consciência, todos podem aproveitar. Foi correta a decisão de liberar as praças, é questão de saúde mental e física. Mas todos precisam ter consciência. Ainda que as autoridades não consigam resolver o problema dos ônibus lotados, o que é uma contradição", chama a atenção Rafael.

 

De todos os espaços percorridos, somente na Praça Floriano Peixoto, no Bairro Santa Efigência, não havia ninguém no horário se exercitando.

 

A reportagem encontrou outros mineiros animados pela Praça da Assembleia, mas não quiseram dar entrevista.
 

Os parques públicos também estão nesta fase da flexibilização. No entanto, vão voltar a funcionar de modo gradual, já que estes espaços têm outras demandas para abertura, como a necessidade de funcionários (porteiros), agendamento e protocolo. 

 

 

 

 

 

 

 


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