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Estado de Minas NORTE DE MINAS

''Falsificadinha'': polícia prende quatro em Montes Claros por falsificação de cachaça

PM localizou depósito clandestino com aproximadamente 150 mil litros de combustível e bebida alcoólica com indícios de falsificação


07/08/2020 16:35 - atualizado 07/08/2020 18:30

Depósito era mantido num galpão na Vila Exposição, no fundo do Parque de Exposições de Montes Claros(foto: Reprodução/Redes Sociais)
Depósito era mantido num galpão na Vila Exposição, no fundo do Parque de Exposições de Montes Claros (foto: Reprodução/Redes Sociais)
 
“Canarinha”, “Havaninha” e “Indaiazinha”. São marcas que estão entre as melhores cachaças mineiras. Mas tem também a “falsificadinha”, ”produzida” por pessoas inescrupulosas e que causa muitos danos para a saúde. Nesta sexta-feira (7), a Polícia Militar localizou em Montes Claros, no Norte de Minas, um depósito onde foi encontrada uma grande quantidade de etanol que seria usado na adulteração da aguardente. Quatro pessoas foram presas no local. 

De acordo com a PM, a cooporação, com o apoio do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e da Receita Federal, apreendeu no depósito  aproximadamente 150 mil litros de combustível e bebida alcoólica com indícios de falsificação. 

Os quatro homens foram detidos em um depósito clandestino mantido em um galpão, na Vila Exposição, no fundo do Parque de Exposições de Montes Claros. No local, estava sendo descarregado um caminhão-tanque de etanol. De acordo com  o boletim de ocorrência da PM, um dos presos informou que produto seria usado na “fabricação"de cachaça, o que foi admitido por dois dos quatro detidos no local. 

Os militares chegaram até o galpão clandestino por meio uma denúncia anônima. De acordo com o boletim de ocorrência, no depósito foi localizado um caminhão-tanque de onde estavam sendo retirados 14 barris de etanol (sem precisar a quantidade em litros). 

O produto alterado seria comercializado no Norte de Minas. A região é conhecida pela produção de aguardente artesanal  de qualidade. As marcas mais famosas saem de Salinas, a “Capital Nacional da Cachaça”. 

Ainda segundo o relatório da PM, um dos homens detidos contou que há mais de 20 anos trabalha na “produção” de cachaça para o dono da empresa, que não foi encontrado no depósito. Um outro suspeito relatou que eram usados etanol, água e açúcar para a “fabricação” da aguardente. No entanto, a adulteração seria feita em outro local, no Centro de Montes Claros. 

O condutor do caminhão-tanque que fazia o descarregamento do etanol alegou que “não sabia” qual seria a finalidade do produto. Informou que receberia R$ 50 mil em pagamento pela mercadoria. Ele também foi preso. 

Conforme informou a  assessoria da 11ª Região da Policia Militar (RPM) de Montes Claros, no galpão na Vila Exposição  foram encontrados vários materiais, como caixas d’água (algumas de até 20 mil litros de capacidade), barris, pacotes de sal e açúcar, bombonas, uma máquina para envasamento, rótulos de três marcas de bebidas, um veículo de passeio com bombonas no porta-malas, uma bomba d’água - usada para bombear o etanol para as caixas d'água, além do caminhão-tanque.

De acordo com a PM, os fiscais do IMA constataram que as caixas d’água eram utilizadas para armazenar etanol que, em seguida, era misturado com sal e açúcar e outros ingredientes para a produção de cachaça adulterada/falsificada. A bebida era colocada em diversas bombonas, que estavam armazenadas em vários cômodos do imóvel. 

No porta-malas do carro que estava no depósito foram encontradas bombonas que possivelmente seriam utilizadas para transportar a cachaça falsificada até os estabelecimentos dos compradores. No escritório do galpão, foram encontrados rótulos de bebidas,  que também seriam falsos, já que a empresa não apresentou registro de  marca, sem mostrar documentos para comprovar a origem e destino dos produtos.
 
O Corpo de Bombeiros também fez uma vistoria no local para verificar se não existiam riscos para os vizinhos.
 


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