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Estado de Minas LUTA CONTRA LEUCEMIA

Campanha de doação de sangue tenta salvar vida do mineiro João Pedro, de 6 anos; entenda

Em um relato emocionado, junto a uma tenente da Polícia Militar da cidade, o pai da criança, Juberto do Senna, viralizou nas redes sociais ao pedir ajuda


24/07/2020 10:37 - atualizado 24/07/2020 13:13

João possui leucemia linfoblástica, o câncer mais comum durante a infância(foto: Juberto do Senna/Divulgação)
João possui leucemia linfoblástica, o câncer mais comum durante a infância (foto: Juberto do Senna/Divulgação)

A história do pequeno João Pedro vem chamando atenção de vários mineiros. Isso porque o menino, que completou 6 anos dentro do hospital, vem se tratando de leucemia em Juiz de Fora. Em um relato emocionado, junto a uma tenente da Polícia Militar da cidade, o pai da criança, Juberto do Senna, viralizou nas redes sociais ao pedir ajuda. O Estado de Minas procurou o padeiro que relatou a vida do menino em meio à doença.

João possui leucemia linfoblástica, o câncer mais comum durante a infância. Ela ocorre quando uma célula de medula óssea desenvolve erros no DNA. Os tratamentos podem incluir quimioterapia ou medicamentos direcionados que eliminam especificamente as células cancerígenas. Apesar de ser de fácil cuidado, João teve complicações, o que fez seu caso agravar. Isso porque, após uma infecção, ele precisou parar de comer e passou a receber vitaminas pelo sangue, interrompendo a quimoterapia. 

Os familiares descobriram a enfermidade do menino quando ele ainda tinha 5 anos. A notícia triste veio no início da pandemia do novo coronavírus. Em meio ao isolamento social e à dificuldade de encontrar médicos disponíveis, o pai da criança se preocupou ao ver manchas vermelhas no corpo do garoto.

De acordo com Juberto, João era uma criança muito bagunceira. Alegre, o menino vivia brincando com o irmão mais velho, Bernardo, de 8 anos. Por isso, ao notar a vermelhidão, o pai acreditou que se tratasse de um tombo ou alguma batida.

Ao observar o aumento das manchas, Juberto procurou um amigo médico. Depois de muitos exames, foi avisado de que o menino tinha leucemia. A doença é o câncer dos tecidos formadores de sangue incluindo a medula óssea. “Antes mesmo do exame chegar, eu já tinha certeza. Sentia como pai, que era uma coisa séria, que era leucemia…”, explica Juberto. “A notícia foi bem complicada, tanto para mim e para minha esposa. Nós somos pessoas de fé e acreditamos que tudo na vida há uma razão. Deus colocou esse desafio em nossas vidas porque somos capazes de vencer”, conta o padeiro.

Para tratar da doença, João e a família foram para Barbacena. O menino acabou fazendo aniversário dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital 9 de Julho. “Ele está medicado. Tem dias e dias… tentamos manter a alegria, mas ele está no CTI, remédio 24h, lutando para começar a quimioterapia novamente”, conta o pai.


Coronavírus


A pandemia do novo coronavírus prejudicou o tratamento do menino. De acordo com o pai, a dificuldade é muito maior pela falta de doadores e até mesmo pela difícil de locomoção. “Não podemos ir ao supermercado nem em outro qualquer lugar. Tomamos muito cuidado para não levar o vírus até o hospital”, conta.

Apesar disso, Juberto explica que o momento lhe trouxe esperança. “A gente vê essa situação toda e mesmo assim muita gente quer ajudar. Isso dá esperança e deixa a gente mais forte”,afirma.

Campanha

Juberto conta que a ideia do vídeo, que viralizou pelo WhatsApp, não foi intencional. “Eu tenho um amigo da reserva militar e ele já tinha me falado para procurar o batalhão para ajuda. Mas confesso que me esqueci disso em meio à toda confusão. Um dia, eu estava desesperançoso. Me ajoelhei e conversei com Deus. E eu sempre passava em frente ao batalhão, era um costume na hora de entrar na cidade… foi aí, naquele momento, que me surgiu a ideia. Entrei e conheci a tenente Sandra, que me acolheu e fez a gravação”, conta.

 
O padeiro conta que o vídeo foi gravado apenas para a corporação, para que os militares doassem o sangue. Apesar disso, as imagens acabaram chegando até mesmo em outros estados. “As pessoas me procuram, tentando ajudar. A gente fica muito feliz e grato, porque querendo ou não, através dessa campanha, não estamos ajudando apenas meu filho mas outras famílias, pais, avós, crianças… é gratificante”, explica Juberto. “Eu como pai, sinto muita dor. Mas agradeço por essa oportunidade dessa campanha”, finaliza.

Doação


Para doar para João Pedro basta procurar um posto do Hemominas e entregar os seguintes dados:

 João Pedro Fagundes do Senna
Hospital 9 de Julho - Juiz de Fora
 
*Estagiária sob supervisão do editor Benny Cohen


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