Publicidade

Estado de Minas PANDEMIA NO BRASIL

Metade dos brasileiros é contra reabertura em meio à pandemia, diz pesquisa

Cerca de 45% da população acredita que o pico da pandemia no país acontecerá nas próximas semanas


postado em 06/07/2020 17:25 / atualizado em 06/07/2020 17:52

Por outro lado, somente 26,1% são favoráveis a flexibilização comercial sem que isso tenha uma relação direta com seu trabalho ou consumo(foto: Edesio Ferreira/EM)
Por outro lado, somente 26,1% são favoráveis a flexibilização comercial sem que isso tenha uma relação direta com seu trabalho ou consumo (foto: Edesio Ferreira/EM)

Metade dos brasileiros (49,5%) são contra a reabertura do comércio no Brasil, segundo um estudo feito pela Hibou, empresa de pesquisa e monitoramento de mercado e consumo. Para 44% dos entrevistados, o pico da pandemia do novo coronavírus no Brasil acontecerá nas próximas semanas.


Por outro lado, somente 26,1% são favoráveis à flexibilização comercial -  sem que isso tenha uma relação direta com seu trabalho ou consumo, ou seja, querem apenas "pelo bem da economia e direito de ir e vir". Apenas 15,3% acreditam que o pico da doença já ocorreu, enquanto 40,7% consideram hoje o pior momento.

O estudo mostra que houve uma queda na quantidade de pessoas  contrárias à reabertura comercial: no início da pandemia, 79% dos brasileiros afirmam ser a favor do fechamento de comércio e serviços. Além disso, apenas 56,2% dos entrevistados concordam hoje com a continuidade da suspensão das aulas - 5,9 pontos percentuais a menos que no início da pandemia.

Houve, entretanto, um aumento no pedido de retomada das atividades de lazer. Antes, mais da metade da população (61,8%) apoiava a proibição de jogos de futebol, agora são apenas 56,6%. Atualmente, somente 32,7% dos brasileiros concordam com fechamento de aeroportos: uma queda de 8,4 pontos percentuais em comparação ao início da pandemia.

Neste contexto, o estudo mostra que os brasileiros estão preocupados com a situação econômica do país: 51,4% acredita que o país deva levar entre 1 e 3 anos para se recuperar do impacto econômico causado pela pandemia, enquanto para 31,2% essa recuperação deve levar até 10 anos. Em contrapartida,  9,7% dos brasileiros acreditam que o comércio recupere as perdas dentro de um ano e 7,8% não contam com isso pelos próximos 10 anos.

Em comparação a outros países, 38,3% acreditam que o Brasil está sofrendo mais, enquanto 60,4% da população brasileira acredita que todo o mundo está sofrendo impactos semelhantes na economia. Apenas uma pequena porcentagem (1,3%) acha que o Brasil sente menos os efeitos da doença.

Apesar do medo da quebra econômica, 51% dos entrevistados acreditam que os governadores têm tomado as medidas necessárias para proteger a população. A Bahia é o estado com mais apoio popular, com 76%, enquanto o Rio de Janeiro conta com 20%. Em São Paulo, um dos estados mais atingidos pela pandemia, 55% dos dizem apoiar o governador e 62% concordam que ele está tomando as medidas necessárias durante a pandemia.

Você no governo


O estudo perguntou o que o entrevistado faria se fosse governador de seu estado. Testes gratuitos (80,2%), Equipamentos de Proteção Individual para profissionais (79,0%) e uso obrigatório de máscaras (77,9%) foram os principais pontos a serem levantados. Outros pontos também foram destacados: a proibição de eventos, shows e cinema (74,1%), apoio ao pequeno empresário (73,5%) e isenção de pagamento de água e luz aos mais necessitados (67,7%).

Gráfico da pesquisa (foto: Reprodução Hibou)
Gráfico da pesquisa (foto: Reprodução Hibou)

Comparação com o mundo

A pesquisa apresentou também aos entrevistados a forma que o governo da Islândia encontrou para controlar a contaminação do vírus: o país rastreou as pessoas que entravam em contato contato com os infectados. A maioria dos brasileiros (51%) não acredita que o Brasil se adaptaria a essa medida, apesar de o país ter, proporcionalmente, 10 vezes mais agentes comunitários de saúde que o número empenhado na Islândia.

Os entrevistados apontaram o fato de a população não respeita nem ajuda as iniciativas do governo (69%), e  de que a maioria dos governantes não toma atitudes eficientes (66,9%) como obstáculos no combate à pandemia.

 

A pesquisa

A pesquisa entrevistou mais de 6 mil pessoas em todo o país, entre os dias 23 e 25 de junho, sendo 57% mulheres e 43% homens, entre 18 e 80 anos, de classes sociais A,B e C. Segundo a empresa, a pesquisa tem 98% de significância e 1.5% de margem de erro.

 

*Estagiária sob supervisão da editora Liliane Corrêa


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade