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Estado de Minas COVID-19

Depois de doar máscaras, confecções de Taiobeiras querem produzir para venda

Secretaria de Desenvolvimento Econômico da cidade do Norte de Minas diz que seria forma de reduzir impactos da crise com a quarentena


postado em 13/04/2020 16:11 / atualizado em 13/04/2020 17:18

Empresas de peças íntimas fazem doações de máscaras em Taiobeiras, no Norte de Minas Gerais(foto: Divulgação/ Jaime Uilson)
Empresas de peças íntimas fazem doações de máscaras em Taiobeiras, no Norte de Minas Gerais (foto: Divulgação/ Jaime Uilson)
As empresas de peças íntimas de Taiobeiras, no Norte de Minas, produziram 11 mil máscaras para proteção contra o contágio do coronavírus (COVID-19), que foram doadas para trabalhadores da saúde e outros profissionais que atuam na linha de frente contra a doençaa, além de pessoas do grupo de risco. A iniciativa é da Associação Moda ìntima e Praia de Taiobeiras (Amip), em parceria com a prefeitura da cidade.
 
Ação voluntária semelhante ocorreu em Juruaia, conhecida como a “Capital da Lingerie”, no Sul de Minas, onde 20 fábricas de roupas íntimas decidiram fazer máscaras e promover a doação para profissionais que trabalham no enfrentamento do coronavírus em secretarias municipais de saúde e hospitais da região. 
 
Em Taiobeiras, de 34,1 mil habitantes, a 685 quilômetros de Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico quer que a produção das máscaras seja feita também em escala comercial, para amenizar os efeitos da crise socioeconômica causada pela pandemia da COVID-19. Até então, não foi confirmado nenhum caso da doença na cidade. 
 
A Prefeitura de Taiobeiras providenciou a doação do material usado na produção das máscaras. Uma empresa fez o corte dos tecidos, enquanto as costureiras de 19 empresas filiadas à Amip realizaram o acabamento das peças de proteção do rosto.
 
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Taiobeiras, Jaime Uilson Lucas, disse que, além da ação solidária, as indústrias de moda íntima pretendem se dedicar também à produção comercial das máscaras. O objetivo é amenizar o desemprego e outros impactos socioeconômicos a partir do regime de quarentena.
 
Uilson lembra que o setor de moda íntima e praia emprega no município em torno de 600 a 800 pessoas, que estão sem renda, pois a produção das roupas foi interrompida com as medidas de isolamento social contra o avanço da COVID-19.
 
“A nossa expectativa é que as fábricas de Taiobeiras possam produzir as máscaras em escala comercial e possam atender as demandas de outras empresas, a fim de diminuir o desemprego e gerar também renda no município neste período de crise”, disse o secretário.


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