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Estado de Minas COVID-19

Kalil: 'Quem não está entre os serviços essenciais não deve ir trabalhar'

Prefeito de BH volta a proibir funcionamento dos serviços não-essenciais a partir desta quinta-feira


postado em 08/04/2020 14:36 / atualizado em 08/04/2020 19:16

Prefeito de BH anunciou a medida nesta tarde.(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
Prefeito de BH anunciou a medida nesta tarde. (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D. A Press)
O prefeito Alexandre Kalil (PSD) anunciou, nesta quarta-feira, que Belo Horizonte vai endurecer as restrições à circulação de pessoas. Pelo Twitter, o chefe do Executivo municipal disse que, a partir desta quinta-feira (9), todos os serviços não essenciais da capital estão proibidos de funcionar. Kalil assinou, nesta tarde, o decreto que suspende o alvará de funcionamento de tais estabelecimentos. Supermercados, farmácias, agências bancárias, sacolões, açougues e outros comércios de caráter fundamental podem manter as portas abertas.

 

  

“É muito sério. Todos os estabelecimentos não essenciais estarão fechados por decreto amanhã. Quem não está entre os serviços essenciais não deve ir trabalhar”, postou. 


O decreto 17.328/2020 prevê sanções penais, administrativas e civis aos que descumprirem as regras. O documento, por outro lado, permite a continuidade do funcionamento de hipermercados, farmácias, agências bancárias, lojas de materiais de construção, açougues, agências bancárias, sacolões, mercearias, correios e lotéricas. 

 

Na segunda-feira (6), Kalil havia divulgado outras ações, como o fechamento, aos pedestres, da orla da Lagoa da Pampulha. Apenas carros vão poder passar pela área. O prefeito divulgou, também, o fechamento da Praça da Assembleia, expediente adotado em outros equipamentos públicos da cidade, como as praças da Liberdade e JK.

Segundo a Guarda Municipal, as restrições na Pampulha começam a valer a partir desta quinta. As grades já estão sendo instaladas na orla.

Histórico

Na segunda-feira (7), Kalil assinou um decreto que proibia a entrada de consumidores nas lojas de rua de Belo Horizonte. A assinatura do documento editado nesta quinta fez determinação ser revogada automaticamente.

 

Antes, em 20 de março, a prefeitura havia determinado o fechamento de centros de compras, shoppings, galerias de lojas, cinemas, teatros, boates, feiras e exposições. 

ACMinas

Para o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas), Aguinaldo Diniz Filho, o enfrentamento ao coronavírus precisa equilibrar saúde e economia.

“Não podemos criar o caos na economia, mas não podemos criar o caos na saúde. É muito importante que tenhamos cuidado para achatar a curva, com isolamento social rígido aos grupos de risco, além do funcionamento das atividades essenciais. A economia também tem que andar, para evitar o caos social. De forma responsável e progressiva, precisamos debater o retorno às atividades”, pontuou.

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