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Estado de Minas COVID-19

Itapecerica adia festivais, mas cidades do Centro-Oeste reabrirão comércio

Eventos de junho e julho atraem 70 mil pessoas. Já municípios como Carmo da Mata e Nova Serrana preparam reabertura de lojas


postado em 01/04/2020 17:52 / atualizado em 01/04/2020 18:13

O Festival de Gastronomia recebe cerca de 10 mil pessoas por dia (foto: Divulgação/Prefeitura Itapecerica))
O Festival de Gastronomia recebe cerca de 10 mil pessoas por dia (foto: Divulgação/Prefeitura Itapecerica))
Os dois principais festivais de Itapecerica, Região Centro-Oeste de Minas, foram suspensos pelo prefeito Wirley Reis (PHS). Tanto o de Gastronomia rural como o de Inverno foram adiados, sem nova data pré-agendada. A decisão está prevista no decreto 29/2020 e integra as medidas de enfrentamento ao coronavírus. Por outro lado, cidades como Carmo da Mata e Nova Serrana preparam a reabertura do comércio.
 
A 14ª edição do evento gastronômico estava marcada em Itapecerica para o período de 11 a 14 de junho, já o de Inverno, realizado há 26 anos, para o mês seguinte, entre 19 e 26 de julho. As duas festas se destacam entre as principais do município de pouco mais de 22 mil habitantes. Juntas, elas atraem cerca de 70 mil turistas em todos os dias de programação.

O prefeito, que já adotou outras medidas como restrição de funcionamento do comércio e quarentena para a população, disse que a suspensão irá permitir controlar o avanço da doença. “Sabemos que esses eventos são ansiosamente aguardados por itapecericanos e turistas e que ambos geram muito emprego e renda, fazendo a economia do município girar. Mas, neste momento, o foco da prefeitura é a saúde da nossa população”, declarou.
 
Outro ponto destacado por ele é a dificuldade financeira do município. “No ano passado, recolhemos R$ 400 mil em patrocínio para o festival de inverno, R$ 300 mil apenas de uma empresa. Neste ano, ela ainda não se manifestou. Imagina se a prefeitura for custear?”, indagou. O prefeito mencionou a falta de aporte do estado e União para os pequenos municípios no enfrentamento à COVID-19. “Já pagamos exames de R$ 300. Temos que custear várias questões da saúde e não sabemos como será daqui um mês. Saúde vem primeiro”, pontou.

Itapecerica não tem nenhum caso confirmado de COVID-19, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Ses) nesta quarta-feira (1º). Foram 11 notificações, todas ainda em investigação.

Impacto na economia

Com o comércio parado desde o dia 20 de março, o prefeito determinou a elaboração de um plano para retomada das atividades. A decisão foi tomada em reunião com o maior empregador do município, uma fábrica de calçados. “Ele só reabre se o comércio voltar, porque se produzir não terá para quem vender. É muito complexo. Uma cadeia”, afirmou o prefeito. A empresa é responsável pela geração de 1,7 mil empregos.

Apesar da determinação, ainda não há uma data estabelecida para a liberação. “Vamos retornar gradativamente para fazer a economia girar, para as pessoas saírem de casa, poderem comprar, com todos os cuidados preconizados pelo estado, OMS (Organização Mundial de Saúde), Ministério da Saúde”, disse.
 

Municípios se preparam para reabrir comércio

Outros municípios do Centro-Oeste, porém, estão se preparando para a retomada do comércio. Em Carmo da Mata, os lojistas serão os primeiros a receber instruções de procedência no período de prevenção da contaminação da COVID-19 para a volta gradativa. Possivelmente, as atividades do setor devem ser retomadas na próxima semana. Só será permitido abrir quem passar por treinamento especial definido pelo poder municipal por medida de segurança sanitária.

A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Serrana iniciou nesta semana a capacitação com empresários, gerentes e colaboradores do setor de comércio e da indústria. Pelo decreto municipal, eles podem reabrir as portas a partir da próxima segunda-feira, 6 de abril.

Profissionais de saúde estão orientando com informações sobre os meios de prevenção e hábitos de higiene dentro e fora da empresa, a fim de evitar a contaminação pelo coronavírus.
 
*Amanda Quintiliano especial para o EM

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