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Estado de Minas CORONAVÍRUS

Missa de sétimo dia de ex-jogador do Atlético será celebrada pelo Facebook

Medida dos familiares de Clever Sebastião Pereira foi tomada para evitar aglomerações em meio à pandemia da COVID-19


postado em 26/03/2020 16:12 / atualizado em 26/03/2020 16:51

(foto: Arquivo Pessoal)
(foto: Arquivo Pessoal)

A fé e as tradições católicas continuam vivas nesse período de confinamento do coronavírus (COVID-19), pelo menos em Belo Horizonte. No início da noite dessa quinta-feira (26), às 19h30, um convite para uma celebração virtual, a missa de sétimo dia de Clever Sebastião Pereira, que faleceu aos 90 anos, no último dia 20, em consequência de um AVC. A celebração do padre Valdiney, da Paróquia São Vicente de Paulo, da Gameleira, será por meio do endereço de Facebook (https://facebook.com/paroquiasaovicentebh).
 
A ideia partiu da viúva do ex-jogador do Atlético dos anos 1950, Wanda, de 85 anos. “Sou frequentadora da Igreja de São Sebastião. Desde que começou essa quarentena pelo coronavírus, com a proibição das aglomerações, as missas presenciais foram suspensas, mas elas seguem acontecendo, via internet, pelo facebook. Aí, tive a ideia de fazer a missa. Conversei com o padre Cândido e acertamos a celebração”, conta.

Mas Wanda não parou por aí. Resolvei distribuir um convite, mas não podia ir a uma gráfica, acabou optando por um modelo eletrônico. “Meu neto, Bruno, de 25 anos, é um craque em informática. Pedi, então, a ele para fazer um convite virtual. Ele montou tudo e eu estou distribuindo”.

Quem foi Clever

A vida de Clever se passou nos campos de futebol. Muito novo, em 1952, ele foi jogar no juvenil do Atlético, integrando o time profissional em 1955 como lateral-direito. “Quando ele chegou ao time, o Kafunga estava parando”, lembra Wanda. “O trio final, na época dele, era Clever, Monte e Haroldo.”

No Galo, ele foi tricampeão, em 1955-56-57 – neste último, o título foi dividido com o Cruzeiro. Do Atlético foi para o Vasco, jogando duas temporadas. Foi campeão pela equipe carioca em 1958 e 1959.

Retornou a Belo Horizonte, mas para defender o Cruzeiro. Chegou em 1960 e jogou até 1963, tendo sido bicampeão mineiro em 1962-63. Depois de encerrar a carreira, permaneceu ligado ao time do Barro Preto, tendo atuado no Raposão, o time máster celeste.


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