Publicidade

Estado de Minas

Bombeiros treinam salvamento em altura no Ribeirão Arrudas

Treinamento com militares abordou resgate de vítimas em tentativa de suicídio


postado em 27/02/2020 14:26 / atualizado em 27/02/2020 17:12

Equipe simulou o salvamento de um suicida (bombeiro central) com dois negociadores laterais e mais uma oficial que, ao distrair o suicida, dá tempo para que a equipe tática entre em ação e agarre o assistido sem que ele consiga pular(foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)
Equipe simulou o salvamento de um suicida (bombeiro central) com dois negociadores laterais e mais uma oficial que, ao distrair o suicida, dá tempo para que a equipe tática entre em ação e agarre o assistido sem que ele consiga pular (foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)

O desafio de salvamento em altura foi conteúdo de treinamento para bombeiros militares na manhã desta quinta-feira. A preparação foi feita no Ribeirão Arrudas, altura da Avenida do Contorno, no Centro de Belo Horizonte.

O treinamento prático simulou o resgate de vítima em tentativa de suicídio. “Diariamente a gente faz simulações para aperfeiçoamento da tropa. Como é corriqueiro esse tipo de ocorrência na região central, a gente faz esse simulado constantemente, hoje foi mais um aperfeiçoamento”, conta o sargento Luiz Fernando Diniz Almeida.

De acordo com o bombeiro, dois tipos de abordagens são simuladas. A primeira delas é a abordagem técnica com ajuda voluntária da vítima. “Muitas vezes o indivíduo fica dependurado na viga e a gente precisa fazer aproximação dele com dispositivo de segurança. O ideal é que a vítima se conscientize do ato dela, volte atrás e colabore com a guarnição para que a gente faça a remoção com segurança”, explica o militar.

Equipe simulou o salvamento de um suicida (bombeiro central) com dois negociadores laterais e mais uma oficial que, ao distrair o suicida, dá tempo para que a equipe tática entre em ação e agarre o assistido sem que ele consiga pular(foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)
Equipe simulou o salvamento de um suicida (bombeiro central) com dois negociadores laterais e mais uma oficial que, ao distrair o suicida, dá tempo para que a equipe tática entre em ação e agarre o assistido sem que ele consiga pular (foto: Leandro Couri/EM/D.A. Press)


Se a vítima não ceder, os militares partem para a abordagem tática tendo em vista que ela se torna uma vítima com maior potencial de risco. “Os socorristas vão dialogando com a vítima, tirando atenção do foco, que é o suicídio, e faz a abordagem dela lateralmente, mobilizando a vítima e fazendo a remoção dela com segurança”, disse sargento Almeida.

Após o salvamento da vítima, ela é conduzida para alguma unidade hospitalar.

O treinamento foi feito com seis militares do 1º Pelotão de Bombeiros Militar que são capacitados para salvamento em outras situações como viadutos, passarelas e sacadas de prédios. De acordo com o sargento Almeida, a unidade atende cerca de duas ocorrências deste tipo por mês. A corporação não divulga os dados oficiais.


Publicidade