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Estado de Minas

ANM: Vale não tomou medidas para evitar rompimento de barragens em risco severo de rompimento

Em audiência pública realizada na última segunda-feira (17), representante da Agência Nacional de Mineração disse que nada foi feito para impedir colapsos de represas que foram elevadas para o último nível de segurança. Empresa sustenta que barramentos não podem ser acessados devido à ameaça


postado em 21/02/2020 21:47 / atualizado em 21/02/2020 21:54

Barragem Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, está em risco severo de rompimento e não recebeu qualquer intervenção desde que moradores foram retirados de suas casas em Barão de Cocais(foto: Reprodução/Defesa Civil Estadual)
Barragem Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, está em risco severo de rompimento e não recebeu qualquer intervenção desde que moradores foram retirados de suas casas em Barão de Cocais (foto: Reprodução/Defesa Civil Estadual)

 

A Agência Nacional de Mineração (ANM), por meio do seu gerente de segurança de barragens, Luiz Paniago Neves, disse em audiência que a mineradora Vale não tomou nenhuma medida de segurança para evitar o colapso de quatro estruturas em risco severo de rompimento localizadas em Minas Gerais. A fala foi dita pelo executivo na última segunda-feira (17), em audiência realizada em Belo Horizonte, e está presente na ata do encontro.


De acordo com a Vale, as barragens as quais o gerente se referia são Forquilhas I e III (Mina de Fábrica, em Ouro Preto), Sul Superior (Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais)B3/B4 (Mina de Mar Azul, no distrito de Macacos, em Nova Lima).


Todas as quatro represas foram elevadas pela empresa ao nível 3 da escala de segurança. Essa classificação deve ser dada a barramentos em risco severo de rompimento.


Segundo a Vale, nada foi feito nas estruturas porque elas não podem ser acessadas, justamente pelo nível de ameaça que estão. As Zonas de Autossalvamento (ZAS) das quatro barragens, isto é, todo espaço geográfico no perímetro de 10 quilômetros da respectiva estrutura, já foram evacuadas no ano passado.


Contudo, a empresa garante que tem seguido o protocolo de segurança e usa helicópteros para monitorar as represas. Equipamentos interligados ao centro geotécnico da mineradora também permitem, segundo a companhia, acompanhar a situação das barragens 24 horas por dia.


Ainda de acordo com a Vale, a empresa “dialoga de forma permanente com as autoridades, incluindo a ANM, para buscar alternativas para acesso controlado às estruturas”.


Esses diálogos, novamente conforme a Vale, tem permitido a articulação de “um plano de ação em conjunto com auditorias técnicas independentes para permitir que os trabalhos sejam feitos de forma segura e controlada”.


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