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Estado de Minas

Pampulha e Venda Nova lideram índice de chuvas em BH nesta quinta

Segundo números da Defesa Civil, todas as regionais de Belo Horizonte já bateram a média histórica de pluviosidade esperada para janeiro


postado em 23/01/2020 21:09 / atualizado em 23/01/2020 21:16

Máquinas da prefeitura já estão de plantão na alça do viaduto da Avenida Pedro I, onde o motorista tem acesso à Avenida Vilarinho, no limite entre as regiões da Pampulha e Venda Nova(foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)
Máquinas da prefeitura já estão de plantão na alça do viaduto da Avenida Pedro I, onde o motorista tem acesso à Avenida Vilarinho, no limite entre as regiões da Pampulha e Venda Nova (foto: Túlio Santos/EM/D.A Press)

 

A chuva que não parou de cair em Belo Horizonte nesta quinta-feira se concentrou, principalmente, em duas regionais: Pampulha e Venda Nova. Na primeira delas, 110,2 milímetros caíram, enquanto na segunda foram 98,4 milímetros. Os números foram medidos até as 20h.


Para se ter uma ideia da quantidade de precipitação, a média histórica esperada para janeiro inteiro é de 329,1 mm. Ou seja, só nesta quinta caiu 33,4% da chuva aguardada para todo o mês na Pampulha. Em Venda Nova, o índice foi de 29,8%.


Pelas redes sociais, usuários comentaram sobre alagamentos na Avenida Otacílio Negrão de Lima, a Orla da Lagoa da Pampulha. Trata-se de um dos pontos que a prefeitura deslocou equipes com maquinário para reduzir os danos da chuva.


 

 


Quadro geral


Todas as regionais já bateram o índice esperado para o mês, apesar de termos mais oito dias para o término de janeiro. O território que mais choveu foi o Centro-Sul de BH: 627 milímetros, 91% acima da mediana.


E vem mais água por aí: segundo o Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), deve chover 250 milímetros até a noite de sábado.


A situação forçou a Prefeitura de BH e outras da Região Metropolitana a adotar uma operação especial para conter os danos da pluviosidade intensa. Na capital, 11 pontos receberão equipes da prefeitura, mas os locais de atenção para alagamentos e deslizamentos chegam a 80.

 

Por esses onze pontos serão distribuídos 34 caminhões, 12 carregadeiras, cinco escavadeiras, 13 retroescavadeiras, dois tratores, cinco caminhões-prancha e 11 hidrojatos, conforme nota da prefeitura.

 

Para fazer a coleta imediata de resíduos, 61 equipes da SLU, que totalizam 488 garis, estarão à disposição em três turnos: 7h às 15h, 13h30 às 21h30 e das 21h30 às 5h.

 

Cada equipe contará com um caminhão-basculante, oito garis, três pás-carregadeira, cinco caminhões e um caminhão-pipa.

 

Nove grupos equipados com caminhão-basculante com cabine farão podas e cortes de árvores durante a noite em toda a cidade. Além disso, estarão à disposição cinco torres de iluminação com gerador a diesel.

 

Ademais, equipes da BHTrans farão a reserva de áreas nas vias públicas para os equipamentos, que serão monitorados pela Guarda Civil Municipal, a partir da noite desta quarta. Haverá sinalização proibindo o estacionamento e trânsito de veículos nos locais.

 

A Prefeitura de Belo Horizonte também reservou vagas em pousadas da capital caso pessoas fiquem desabrigadas após o temporal. Equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social estarão de plantão 24 horas para atendimentos. A Defesa Civil também fará a distribuição de colchões, cestas básicas, cobertores e jogos de lençol. 



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