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Estado de Minas

Fiscais interditam empresa que fornecia monoetilenoglicol para Backer

Ontem, uma operação da Polícia Civil foi feita no local. Ela foi motivada por uma denúncia de que houve fraude e adulteração nos produtos na empresa Imperquímica


postado em 17/01/2020 20:20 / atualizado em 17/01/2020 21:17

Após uma fiscalização conjunta da Secretaria de Meio Ambiente de Contagem e da Vigilância Sanitária do Município, fa empresa denominada Imperquímica Comercial Ltda, situada no Bairro Vila Paris, foi interditada e teve suas atividades embargadas nesta sexta-feira.

De acordo com a nota divulgada pela administração municipal, o motivo foi a falta de alvará sanitário e a "constatação de que a empresa fazia o fracionamento de produtos químicos para posterior venda, o que não está contemplado pelo alvará que a empresa possui. Além disso, para ocorrer o fracionamento, algumas obras devem ser executadas."

Ontem, uma operação da Polícia Civil foi feita no local. Ela foi motivada por uma denúncia de que houve fraude e adulteração nos produtos na empresa Imperquímica. 

Um homem que não quis se identificar mostrou à reportagem do EM curtos trechos de um vídeo que teria sido gravado por um ex-funcionário da fornecedora em que as substâncias monoetilenoglicol e dietilenoglicol são supostamente misturadas em um mesmo galão. Segundo ele, as imagens foram entregues aos policiais.  Os investigadores vão apurar se houve algum tipo de adulteração na empresa fornecedora, com a troca do monoetilenoglicol pelo dietilenoglicol, que seria uma substância mais barata.

No entanto, a suposta adulteração, ainda em apuração pelos investigadores, não explica como aconteceu a contaminação das bebidas, já que, segundo a Backer, as substâncias usadas no processo de resfriamento não têm contato com o produto. De acordo com a cervejaria, as substâncias que resfriam o mosto quente (cerveja pronta para ir ao fermentador) passam por serpentinas que não têm contato com a bebida.


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