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Estado de Minas

Kalil não vai reajustar passagem de ônibus em BH; empresas prometem entrar na Justiça

Prefeito já tinha ameaçado não reajustar a passagem por causa da falta de cobradores em ônibus que circulam por Belo Horizonte


postado em 19/12/2019 16:48 / atualizado em 19/12/2019 17:50

Com a decisão, a tarifa vai continuar R$ 4,50 na capital mineira(foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)
Com a decisão, a tarifa vai continuar R$ 4,50 na capital mineira (foto: Tulio Santos/EM/D.A Press)

O impasse sobre a tarifa de ônibus em Belo Horizonte deve parar na Justiça. O prefeito Alexandre Kalil não vai fazer o reajuste. A decisão foi tomada depois de encontro na Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), na tarde desta quinta-feira, com representantes da administração municipal e o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), Joel Paschoalin.

Depois da reunião, o presidente do Setra deixou a prefeitura dizendo que iria entrar na Justiça para conseguir aumento de R$ 0,25. Segundo Paschoalin, cortes de viagens de ônibus da capital mineira podem acontecer caso o preço continue R$ 4,50.

Depois da reunião, o prefeito Alexandre Kalil falou sobre a decisão. “Tiveram sim quebras de contrato dos dois lados, mas isso não é Atlético e Cruzeiro, Flamengo e Fluminense, não é guerra", disse Kalil, que atribuiu à falta de cobradores o principal motivo de a tarifa não ter sido reajustada.  "O povo gritou e quanto for prefeito dessa vida de o povo tem voz", completou.

Kalil minimizou a ameaça das empresas de ônibus de diminuir as viagens ou abandonar o serviço. "Não vamos para nem fazer nada porque não vai faltar gente para querer uma concessão numa cidade como Belo Horizonte", disse.

Impasse


O Jornal Estado de Minas mostrou, na edição desta quinta-feira, que um dos impasses na negociação era a falta de cobradores de ônibus em Belo Horizonte. Por lei, a presença de agentes de bordo é obrigatória na capital mineira. Os veículos só podem circular sem trocador no horário noturno, das 20h30 às 5h59. A exceção são as linhas do Move, que têm ficado imunes à fiscalização. Mas não é o que vem acontecendo.

Os coletivos circulam livremente sem os agentes de bordo. Prova disso é o aumento das 60,9% nas multas aplicadas às empresas pela ausência do trocador. De janeiro a novembro, foram 14.980 infrações, totalizando mais de R$ 10,3 milhões em punição. No ano passado inteiro foram 9.306 multas.

Devido ao aumento das infrações, em agosto, o prefeito Alexandre Kalil determinou a contratação imediata de 500 cobradores. A medida foi apresentada durante reunião com representantes dos consórcios. As empresas tinham até setembro para repor os agentes de bordo. O prefeito afirmou que o cumprimento da decisão seria precondição para a liberação de reajustes tarifários este ano. Mesmo depois do prazo, o Estado de Minas flagrou veículos circulando pela cidade sem trocadores em horários em que a presença era obrigatória.


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