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Estado de Minas

Policial atira em colega de corporação ao confundi-lo com suspeito de briga em bar

Mal entendido só foi esclarecido quando uma viatura da polícia chegou ao local. Polícia ainda tenta localizar os verdadeiros causadores da confusão


postado em 11/11/2019 21:02 / atualizado em 11/11/2019 22:01

Uma sucessão de ocorrências na madrugada de ontem, num bar do Bairro Prado, na Região Oeste de Belo Horizonte, terminou com dois policiais atirando contra outros dois militares que foram confundidos com bandidos. “Houve um 'cluster' de incidentes”, disse, ontem, o porta-voz da Polícia Militar (PM), major Flávio Santiago.

De acordo com a Polícia Militar (PM), uma confusão no bar Paulão Beer chamou a atenção de dois policiais à paisana que estavam próximos ao estabelecimento. Ao fazer a abordagem em dois homens que estavam brigando e recolher um revólver calibre 38, ouviram de um deles: “Vou buscar outra peça”. O militar entendeu se tratar de “outra arma”. "Imaginando que a 'outra peça' poderia ser outra arma, os militares resolveram ir até a 9ª Companhia da Polícia Militar entregar a arma apreendida e solicitar apoio", explicou o major.

Entretanto, próximo ao bar, outro militar à paisana – que comia cachorro-quente – percebeu dois homens armados saindo do Paulão Beer e entrando em um Palio. Sem saber se tratar de colegas de corporação, achou a dupla suspeita. Foi quando entrou em seu Ford Ecosport e começou a segui-los.

A perseguição ocorreu até a Rua Uberaba, quando o policial que estava no Palio parou o carro e se apresentou como PM. Porém, o militar que estava no Ecosport não entendeu e acelerou seu veículo. Foi quando o militar que havia recolhido a arma no bar atirou contra o colega da corporação.

O mal entendido só foi esclarecido quando uma viatura da polícia chegou ao local. Só assim, os ocupantes dos dois carros tomaram conhecimento de que todos eram militares. Ninguém se feriu.

A polícia ainda tenta localizar os verdadeiros causadores da confusão no Paulão Beer, mas, até a publicação desta matéria, ninguém havia sido preso.


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