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Estado de Minas

'Não podemos fechar aeroporto', disse Kalil sobre acidente no Caiçara

O prefeito de Belo Horizonte defendeu o aumento na fiscalização das aeronaves que partem do Aeroporto Carlos Prates. Também falou contra a privatização da Copasa


postado em 23/10/2019 12:00 / atualizado em 23/10/2019 15:03

Prefeito Alexandre Kalil fez o lançamento do projeto Carta pra você, idealizado pelo Movimento Gentileza(foto: Jair Amaral)
Prefeito Alexandre Kalil fez o lançamento do projeto Carta pra você, idealizado pelo Movimento Gentileza (foto: Jair Amaral)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD),  posicionou-se contrário ao fechamento do Aeroporto Carlos Prates. Ele falou à imprensa, na manhã de quarta (12), depois da cerimônia de lançamento do projeto Carta para você, que promove a troca de correspondências entre crianças das redes de ensino pública e privada da capital e idosos, que vivem em casas de repouso. Ao final da cerimônia, o prefeito comentou o acidente com o monomotor PR-ETJ, modelo SR 20, que caiu e explodiu na Rua Minerva na segunda-feira (21), deixando quatro mortos e dois feridos.


 

Em abril, quando ocorreu outro acidente aéreo com aeronave de pequeno porte no mesmo local, a rua Minerva, Kalil também se manifestou contrário ao fechamento do aeroporto.

 

"Tudo que é um desastre é chocante. Choca o prefeito, choca o ser humano. No Anel Rodoviário, nós tivemos 40 mortos este ano. Seria um boa ideia fechar o anel? Então, são coisas que têm que ser investigadas, coisas que têm que ser pensada de forma equilibrada. Não podemos radicalizar e tomar decisões precipitadas", disse.

 

Kalil lembrou que há indícios de que o avião estava acima do peso e em situação irregular, defendendo que deve haver mais fiscalização. "Deveríamos aumentar a fiscalização no Aeroporto Carlos Prates, mas não podemos fechar aeroportos", afirmou. 

 

O prefeito citou outros aeroportos que estão localizadas em região com grande concentração populacional. "Então, temos que fechar Congonhas, Santos Dummont, o aeroporto da Pampulha. Desde que avião voa, avião cai", afirmou. 

 

Segundo acidente

 

Às 8h14min03 de ontem, o avião PR-ETJ modelo SR 20 decolou da pista do Aeroporto Carlos Prates, cruzou a Avenida Dom Pedro II e alcançou os limites do Bairro Caiçara. Nesse momento, ele fez um retorno brusco na própria rota e caiu na Rua Minerva, em frente ao número 308, exatos 21 segundos depois de levantar voo. Antes do choque no solo, abriu um paraquedas, que ficou esticado pela Rua Minerva e ainda atingiu três veículos. O avião e os carros pegaram fogo .

 

Abastecimento de água em BH

 Na entrevista coletiva, o prefeito comentou o risco de desabastecimento em Belo Horizonte tendo em vista o atraso das obras de captação de água no Rio Paraopeba em decorrência do rompimento de barragem em Bruamadinho. Ele disse que a preocupação não é de agora. "Em fevereiro, a Copasa foi chamada aqui junto a Defesa Civil do estado, Defesa Civil do município com a minha presença para saber do risco da falta de água em Belo Horizonte", relatou. Kalil afirmou que a prefeitura ainda não foi acionada.

 

O prefeito ainda fez crítica a uma possível privatização da companhia estadual. "A Copasa é uma concessionária de água de Belo Horizonte. Vamos lembrar que 60% do faturamento da Copasa vêm de Belo Horizonte. Então, acho muito engraçado quando eles falam de privatizar a Copasa que estão querendo privatizar o que não é deles", disse.

 

Kalil afirmou que, de acordo com o contrato de concessão, o dia que o estado privatizar perde a concessão da água de Belo Horizonte, cujo faturamento é da ordem de R$ 400 milhões por ano.  


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