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Estado de Minas

Mulher morre em hospital de BH com suspeita de febre maculosa

Moradora de Timóteo, no Vale do Aço, estava internada em um hospital da capital e morreu no último domingo. A Prefeitura da cidade natal da mulher afirmou que exames deram positivo para a doença, mas o caso segue sendo investigado


postado em 24/09/2019 18:14 / atualizado em 25/09/2019 12:36

Adriane Moreira Félix morreu no último domingo na capital mineira(foto: Rerpodução/Facebook)
Adriane Moreira Félix morreu no último domingo na capital mineira (foto: Rerpodução/Facebook)

Está sendo investigado por autoridades de saúde de Minas Gerais um caso de morte por febre maculosa. Uma moradora de Timóteo, no Vale do Aço, estava internada em um hospital de Belo Horizonte com suspeita da moléstia, que é transmitida pelo carrapato-estrela. No último domingo, ela não resistiu aos sintomas e morreu. Segundo a Prefeitura da cidade natal dela, exames realizados na unidade de saúde deram positivo para a enfermidade. Mesmo assim, o caso ainda é investigado. Somente em 2019, 26 casos foram confirmados, sendo que 10 pessoas morreram.

A prefeitura de Timóteo informou que Adriane Moreira Félix, de 48 anos, visitou um sítio da família, localizado na zona rural de Marliéria. Os primeiros sintomas foram sentidos dias depois, quando ela viajou para Belo Horizonte, onde reside e trabalha. A mulher foi internada em um hospital da capital mineira. Exames deram positivo para febre maculosa, segundo informou a administração municipal. “ O quadro de saúde foi agravado por uma pneumonia e, infelizmente, evoluiu para óbito”, completou.

Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) afirmou que ainda não foi notificada sobre o caso suspeito.
Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte informou que em 2019 foram confirmados quatro casos de febre maculosa em moradores da capital. "Desses, três são casos importados, isso é, contraíram a doença em outro município. Até o momento, não há notificação de óbito por febre maculosa de residente de Belo Horizonte", disse a pasta.

“A SES-MG esclarece ainda que os sintomas da febre maculosa são similares à dengue, leptospirose, meningite e outra doenças com síndromes hemorrágicas. Sendo assim, ao ocorrer um óbito suspeito de alguma doença de notificação compulsória, ou seja, de doenças que são obrigatórios os registros de casos e óbitos, como é o caso da febre maculosa, é necessária uma comprovação laboratorial, bem como a realização de investigação epidemiológica, que é feita primeiramente pelo município de origem e, posteriormente, pela Secretaria de Estado de Saúde. Assim que houver uma atualização dos casos, faremos a divulgação”, afirmou.

Sintomas semelhantes

 

Uma cunhada de Adriane, de 53 anos, apresentou sintomas semelhantes aos dela. Porém, a mulher não foi ao sítio na zona rural de Marliéria. Ela passou por exames que deram negativo para febre maculosa. “Uma contraprova foi coletada junto a paciente e enviada para a Funed (Fundação Ezequiel Dias) examinar, mas ainda não saiu o resultado”, informou a Prefeitura de Timóteo.


A administração municipal informou que foi feita uma inspeção na propriedade rural e nenhum foco de carrapato foi encontrado.

Casos em Minas


Minas Gerais já registrou casos de febre maculosa neste ano. De acordo com a SES, foram registrados 26 casos entre janeiro e 12 de setembro. Destes, 10 pessoas não resistiram e morreram. Outras 16 se curaram da doença. Em 2018, foram 36 casos e 19 mortes, e 2017, 58 casos e 22 mortes.


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