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Estado de Minas

Questionado sobre o Escola sem Partido, Kalil detona: ''assunto idiota e estúpido''

Declaração foi dada em coletiva durante a abertura da Semana Municipal de Educação


postado em 17/09/2019 12:30 / atualizado em 18/09/2019 09:06

Prefeito Alexandre Kalil, e a primeira-dama, Ana Laender acompanharam abertura oficial da Semana da Educação 2019 %u2013 BH Educa na manhã desta terça-feira(foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Prefeito Alexandre Kalil, e a primeira-dama, Ana Laender acompanharam abertura oficial da Semana da Educação 2019 %u2013 BH Educa na manhã desta terça-feira (foto: Edesio Ferreira/EM/D.A Press)
Durante cerimônia oficial de abertura da Semana Municipal de Educação, no Teatro Francisco Nunes, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), perdeu as estribeiras quando questionado sobre o projeto da Escola sem Partido, que está em tramitação na Câmara Municipal. Ele classificou o assunto de "idiota e estúpido"

“Olha, está na Câmara, quando chegar aqui eu vou decidir. Eu disse e vou repetir: para mim, escola é para saber ler e escrever. Então, para mim, esse é um assunto estúpido e idiota que sempre vem à tona. É uma bobagem. Qual a preocupação que se tem com quem não está sabendo ler e escrever? Esses estúpidos que mexem com isso não me interessam. Eu quero o alimento que faltou aqui em Belo Horizonte e nunca foi noticiado, faltou comida para aluno aqui em Belo Horizonte já, e não vai faltar enquanto eu for prefeito. Colocamos escolas, reformamos creches mais de 100, reformamos escolas colocamos comida, treinamos professores esse é o assunto que interessa. Então vamos parar com pautazinha política e cuidar dessa meninada que está precisando", bradou o prefeito, antes de encerrar sua coletiva. 
 
Defensores do projeto, vereadores da chamada bancada cristã afirmam que o objetivo do mesmo é criar regras para coibir que professores das escolas da rede municipal possam fazer uma espécie de "doutrinação" nos alunos, além de incutir neles a chamada "ideologia de gênero".

Há uma resistência muito forte ao projeto dentro da Câmara. Vereadores opostos ao Escola sem Partido afirmam que ele é inconstitucional e apontam para o risco de censura ao trabalho dos professores. O projeto deve ir à votação em outubro. Depois de analisado pela Câmara, o projeto ainda teria que receber o aval do prefeito.

* Estagiária sob supervisão do subeditor Frederico Teixeira


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