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Estado de Minas

PBH assina contrato de R$ 146,8 milhões para obra contra inundações

Intervenção prevê duplicação do canal de drenagem do Córrego do Cachoeirinha, localizado na Região Nordeste de Belo Horizonte. Licitação deve ser feita em seis meses


postado em 16/09/2019 15:15 / atualizado em 16/09/2019 15:40

Contratos com a Caixa foram assinados durante solenidade na Prefeitura da capital(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Contratos com a Caixa foram assinados durante solenidade na Prefeitura da capital (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

A Prefeitura de Belo Horizonte e a Caixa Econômica Federal assinaram nesta segunda-feira um contrato que prevê a destinação de R$ 146,8 milhões para obras de duplicação do canal de drenagem do Córrego do Cachoeirinha – um curso d'água em uma extensão de 1,1 quilômetro.

O manancial situado na região Nordeste da capital, corre pela Avenida Bernardo de Vasconcelos e, no período de chuvas, causa inundações nas vias que cruzam os bairros Ipiranga, Cachoeirinha, Palmares e Renascença. 

As intervenções no Córrego Cachoeirinha estão diretamente ligadas a outros dois mananciais da Região Nordeste: os ribeirões do Onça e Pampulha. As águas do Cachoeirinha se somam às do Pampulha que levam um grande volume até o curso d'água principal – o Onça.

O encontro ocorre na altura da Estação São Gabriel do metrô de Belo Horizonte e nos dias chuvosos leva o caos à Avenida Cristiano Machado, um dos principais corredores da capital mineira. 

A estimativa da Prefeitura é que as obras sejam licitadas em seis meses e levem entre dois e três anos para serem concluídas.

O prefeito Alexandre Kalil minimizou o fato de não inaugurar a obra caso não seja reeleito para o cargo na disputa do ano que vem. “Eu não quero inaugurar obra não, eu quero é deixar a cidade melhor do que eu peguei. Eu não inaugurei uma obra, ninguém me viu aqui inaugurando uma placa, eu desafio. Se tem uma placa aí com meu nome, botaram errado. Botaram sem minha ordem”, afirmou. 

Outros dois ribeirões próximos ao Cachoeirinha também estão no cronograma da prefeitura. As obras já estão em andamento no ribeirão do Onça e deverão terminar no segundo semestre de 2020. O investimento é de R$ 35,9 milhões e será construído outro canal para aumentar a capacidade de vazão. O equipamento terá 286 metros de extensão, entre a Avenida Risoleta Neves e a Estação São Gabriel, e será instalado em paralelo à calha atual do manancial.

Para evitar inundações na Cristiano Machado, a Prefeitura prevê obras no Ribeirão Pampulha, otimizando o sistema de macrodrenagem. 

O secretário de Obras, Josué Valadão, explicou que o conjunto de obras na região consumirá um total de R$ 500 milhões.

“É uma solução que ainda vai demorar, são obras complexas que levarão dois a três anos, ainda temos desapropriações para fazer, mas que darão uma solução definitiva para aquela região”, disse. De acordo com Valadão, a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap) está na fase final de concepção e detalhamento do projeto no Córrego do Cachoeirinha. 


Resíduos

A PBH  e a Caixa assinaram também um contrato de R$ 12,5 milhões para a a a gestão de resíduos sólidos da construção civil na cidade.

“Temos uma deposição clandestina enorme de resíduos de construção civil. Esse contrato vai permitir, além de fazer maior aparelhamento das nossas unidades de recepção de volumosos, termos estações móveis de britagem. Esse material pode ser britado e ser usado em paviamentação, por exemplo”, explicou.

Embora não seja um projeto ligado diretamente ao setor de saneamento, o secretário ressaltou que esses resíduos acabam chegando aos córregos, causando inundações em períodos chuvosos. 


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