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Estado de Minas

Vídeo: o que mostra a experiência de testar os 90km de ciclovias de BH

A meta de 411 quilômetros construídos até o fim do ano que vem é praticamente inalcançável nesse horizonte


postado em 15/09/2019 04:00 / atualizado em 30/09/2019 11:22

Na Semana Nacional da Mobilidade, fomos às ruas para conferir de perto a situação de cada metro das ciclovias de BH. A reportagem percorreu 89,93 quilômetros de todas as pistas em oito regiões de Belo Horizonte em busca da situação desses caminhos e das histórias de quem usa as bikes no dia a dia, seja onde existe estrutura exclusiva, seja em meio ao tráfego motorizado. Entre os principais desafios da questão estrutural está a falta de manutenção, que já provoca até a perda do espaço exclusivo em alguns lugares e representa uma regressão no estágio que se alcançou em 2017, quando a cidade chegou aos quase 90 quilômetros de ciclovias.

 

Problemas encontrados nas ciclovias de BH

  • Asfalto sem manutenção
  • Sinalização vandalizada ou apagada
  • Carros parados nas ciclovias
  • Trajetos que não se conectam
  • "Ciclovias fantasmas" 


Depois de oito anos seguidos de construção de ciclovias em BH, a uma média de 9,44 quilômetros por ano, a capital mineira está a três meses de completar o segundo ano sem nem um metro construído exclusivamente para bicicletas e ainda sem perspectivas para quebrar esse jejum de obras. Ao mesmo tempo, o principal plano norteador do desenvolvimento das condições discutidas pelo poder público e ciclistas para aumentar em cinco vezes as viagens de bikes na cidade não engrenou.


Dezenas de ações para os quatro anos da atual gestão municipal (2017 a 2020) do chamado Plano de Mobilidade Urbana por Bicicleta de Belo Horizonte (PlanBici), um desdobramento do Plano de Mobilidade (PlanMob), não viraram realidade nos prazos, à espera de recursos financeiros.

Uma das principais é chegar à meta de 411 quilômetros construídos até o fim do ano que vem, objetivo praticamente inalcançável nesse horizonte. A BHTrans sustenta que avançou em planejamento de ações e está conseguindo se mobilizar para garantir um estoque importante de projetos de mais de 100 quilômetros até 2020. Essa seria uma base para contratar uma série de obras quando houver disponibilidade orçamentária.

Sinalização deficiente, buracos e invasão das ciclovias agravam a rotina dos ciclistas e elevam o desafio do poder público de ampliar de 0,4% para 2% a participação das bikes nas viagens(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Sinalização deficiente, buracos e invasão das ciclovias agravam a rotina dos ciclistas e elevam o desafio do poder público de ampliar de 0,4% para 2% a participação das bikes nas viagens (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
A falta de infraestrutura também se estende às estações de integração de ônibus da cidade, que, sem condições seguras para abrigar as magrelas em bicicletários, não conseguem emplacar o uso das magrelas como complemento aos ônibus ou ao metrô, e não cumprem o importante papel do chamado intermodal. A ausência de conexões entre ciclovias próximas, que poderiam trazer um benefício muito grande em termos de deslocamentos ativos, também é um problema que muitas vezes deixa o ciclista sem alternativas. 

O teste por todas as ciclovias de BH constatou que segurança é a palavra-chave que deve nortear a evolução em relação ao uso de bicicletas se a capital quiser sair dos atuais 0,4% para chegar a 2% das viagens com o uso das bikes sem a necessidade de construção de mais ciclovias até 2020, último ano das metas do PlanBici, ou até 2022, quando deve ser realizada nova pesquisa Origem e Destino, principal retrato da mobilidade na capital.

Na Região Centro-Sul, invasão da faixa por motoristas é infração constante (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Na Região Centro-Sul, invasão da faixa por motoristas é infração constante (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
A falta de consciência de motoristas se impõe como uma barreira difícil de ser derrubada, especialmente na figura do excesso de velocidade praticado pelos veículos movidos a combustão. Situação que impõe o maior risco para quem transita em meio ao tráfego de uma frota de mais de 2 milhões de veículos da capital mineira e acaba gerando um gargalo na saúde, com gasto de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para atender ciclistas acidentados nas ruas, avenidas e rodovias que cortam a capital mineira.

Segurança que também deve ser a palavra de ordem para os próprios ciclistas. Muitos deles encontrados nas ruas de BH ainda insistem em andar sem capacete. E também há imprudências cometidas pelos próprios ciclistas, que muitas vezes usam a agilidade que têm para transitar nas ruas ou nas calçadas, cometendo infrações e encurtando as distâncias.

Problemas em todas as regionais

A principal marca dos quase 90 quilômetros exclusivos de ciclovias é o surgimento de defeitos como buracos, ondulações, trincas, placas depredadas, entre outros problemas. Mas a situação mais comum em praticamente todos os trechos e que prejudica muito o conforto do ciclista é o sumiço da sinalização horizontal, a pintura que normalmente orienta o caminho quando não há uma canaleta exclusiva. O desgaste das faixas pintadas no chão muitas vezes deixa quem pedala confuso, sem saber para onde ir, como ocorre em diferentes pontos da cidade.

A falta de correção dessa sinalização chega, inclusive, a praticamente eliminar ciclovias contabilizadas pela prefeitura, como em um trecho na Avenida Waldyr Soeiro Enrich, popularmente conhecida como Via do Minério, um dos acessos ao Barreiro. A falta de sinalização também deixa ciclistas sem saber se a Avenida Vilarinho tem uma ciclovia ou uma pista de caminhada, situação que se repete em praticamente todas as regiões da cidade. Na Centro-Sul, ciclistas constantemente ficam perdidos na hora de sair da Andradas e subir a Piauí, na esquina com a Contorno.

A falta de manutenção é um entrave para o projeto de expansão das ciclovias, segundo o consultor em transporte e trânsito Silvestre de Andrade. "É uma proposta correta, mas ao mesmo tempo em que a prefeitura não transforma isso numa prática e deixa que o sistema se deteriore, ela está mandando uma mensagem em oposto à sua meta. Virou discurso, mas não virou prática. Fica uma meta de papel e não meta concreta", afirmou.

Buracos são recorrentes na Avenida Senador Levindo Coelho, no Barreiro (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Buracos são recorrentes na Avenida Senador Levindo Coelho, no Barreiro (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Na Avenida Senador Levindo Coelho, na Região do Barreiro, a ciclovia fica junto ao canteiro central e por isso é mais estreita. Em um dos pontos entre a Via do Minério e a Rua Djalma Cristo, um buraco de grandes proporções desafia quem passa pelo local.

Outro problema de manutenção muito frequente é a perda dos delimitadores físicos, que separam o espaço da ciclovia do asfalto destinado ao tráfego motorizado. Seja com blocos de concreto, seja com taxas refletivas. Em vários pontos da cidade esses objetos estão quebrados ou foram arrancados, o que abre espaço para a entrada de carros e diminui, consideravelmente, a segurança do ciclista. Na Lagoa da Pampulha, essa situação é bem visível, assim como em outros pontos da cidade.

Na Avenida Tereza Cristina, toda a ciclovia está deteriorada entre a Rua Itamar Teixeira, no Salgado Filho, e a Via 210, no Vista Alegre. No local, é muito comum ver ciclistas usando o asfalto. Quem acaba tomando conta da área de bicicletas, que é bem segregada em comparação ao restante da cidade, são os pedestres e também empresários e comerciantes da avenida, que usam o espaço para descarregar mercadorias, estacionar veículos e entulhar qualquer tipo de material.
Trecho exclusivo termina de forma abrupta e sem indicações na Via 210 (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Trecho exclusivo termina de forma abrupta e sem indicações na Via 210 (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)


Um dos pontos de "ciclovia fantasma" em BH está na Avenida Várzea da Palma, no Bairro Jardim Leblon, em Venda Nova. A planilha da prefeitura mostra que existe uma ciclovia que vai até a Avenida Deputado Anuar Menhem, mas esse cruzamento não existe e a área exclusiva da Várzea da Palma tem apenas cerca de 350 metros, até a canaleta separada com delimitadores de concreto acabar.

Falta de verba afeta serviço na capital


"Hoje eu não tenho disponibilidade de recursos. Todo ano quando a gente faz a nossa programação orçamentária a gente sempre solicita que seja disponibilizado recurso para manutenção. E o que acontece é que está sendo negado"

Eveline Trevisan, coordenadora de Sustentabilidade e Meio Ambiente da BHTrans

O problema é admitido pela coordenadora de Sustentabilidade e Meio Ambiente da BHTrans, Eveline Trevisan, que reconhece que se não houver uma revisão da infraestrutura, as perdas vão aumentar. "Hoje, eu não tenho disponibilidade de recursos. Todo ano, quando a gente faz a nossa programação orçamentária, a gente sempre solicita que seja disponibilizado recurso para manutenção. E o que acontece é que está sendo negado", disse.

Ela diz que a PBH já pensa o tema bicicleta de uma forma mais integrada, com outros órgãos entendendo a importância do assunto e não só a BHTrans. "Se a gente olha o balanço do plano, a gente fica muito frustrado, é verdade. Mas do ponto de vista de amadurecimento interno, a gente teve grandes avanços. Hoje temos uma interface muito boa com os órgãos que trabalham a infraestrutura na cidade, de modo que não sejamos desrespeitados no programa cicloviário. Acho que isso é um grande avanço", afirmou.

 

Associação apura desenvolvimento cicloviário

As constatações da falta de manutenção na estrutura cicloviária da capital mineira feitas pelo Estado de Minas também foram observadas pela Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo). O grupo, que construiu o Plano de Mobilidade por Bicicletas (PlanBici) em parceria com a BHTrans, pretende divulgar ainda neste mês os resultados do Índice de Desenvolvimento Cicloviário de BH, o ID Ciclo.

Segundo Carlos Edward Campos, que é um dos integrantes da BH em Ciclo, há exemplos em que a falta de manutenção praticamente eliminou a ciclovia, como é o caso da Avenida Vilarinho, na Região de Venda Nova. Apesar de existir um espaço no canteiro central da avenida que serpenteia as estações do Move, praticamente não existe mais sinalização indicando que ali é um espaço exclusivo para bicicletas. "A gente pode perceber que a estrutura cicloviária está se deteriorando, como já era esperado. Já tem alguns anos que a prefeitura faz zero manutenção, então os poucos quilômetros que a gente tem de ciclovia a gente vai chegar à conclusão de que eles diminuíram", diz.

Ciclovia ligará Savassi ao Bairro São Paulo

BH tem nove regiões, sendo que os 90 quilômetros de ciclovias se dividem por oito. A Região Nordeste não tem nem um quilômetro de ciclovia, situação que mudará assim que for inaugurada a Via 710, obra viária de grande porte prevista para estar 100% concluída até dezembro de 2020. Quando isso ocorrer, cinco quilômetros incluindo estrutura de ciclovia estarão disponíveis ligando o Minas Shopping, no Bairro São Paulo, à Avenida dos Andradas, no São Geraldo, Leste de BH.

Construção da Via 710 interligará ciclovias do Bairro São Paulo à Savassi (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Construção da Via 710 interligará ciclovias do Bairro São Paulo à Savassi (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)
Esse trecho permitirá a ligação até a Savassi por um caminho 100% com ciclovias, usando as pistas exclusivas da Via 710, Andradas e a rota Piauí, Carandaí, Bernardo Monteiro e Professor Moraes.

A previsão do Plano de Mobilidade por Bicicleta de Belo Horizonte (PlanBici) era de que a capital mineira alcançasse até 2020 a marca de 411 quilômetros de ciclovias. Porém, neste momento, a BHTrans trabalha na articulação para projetos que somam pouco mais de 100 quilômetros, o que levaria a cidade para cerca de 190 caso todos que estão no horizonte do projeto fossem construídos.

Entenda o PlanBici

O Plano de Mobilidade por Bicicleta de Belo Horizonte (PlanBici) surgiu em 2017, a partir de uma demanda do prefeito Alexandre Kalil durante reunião com a Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte (BH em Ciclo). Antes disso, em 2015, a BH em Ciclo participou de um laboratório de ação política pela mobilidade, que gerou uma campanha por ações do Executivo ligadas à mobilidade sustentável durante a campanha para as eleições municipais de 2016.

"A gente pode perceber que a estrutura cicloviária está se deteriorando, como já era esperado. Já tem alguns anos que a prefeitura faz zero manutenção"

Carlos Edward Campos, integrante da BH em Ciclo

O documento contém 132 ações que foram distribuídas em seis eixos: infraestrutura e circulação; integração modal e bicicletas compartilhadas; comunicação, educação e mobilização; governança, produção de dados e transparência; legislação; e financiamento. Foram necessárias seis reuniões conjuntas antes da apresentação do documento.

Dois anos depois da criação do plano, o site criado para o acompanhamento aponta que seis ações foram concluídas, quando a previsão era de que 70 metas tivessem sido alcançadas no terceiro trimestre de 2019.

Essa discussão se dá em um contexto em que 71% da emissão de gases do efeito estufa na capital mineira é originada pelo setor de transporte. Só a gasolina automotiva é responsável por 54% das emissões da cidade, segundo o 3º Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa, produzido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

Veja o mapa das ciclovias de BH


(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)
  • Avenida Américo Vespúcio entre Avenida Antônio Carlos e Avenida Carloz Luz - 2,1km
  • Avenida Aminthas Jacques de Morais entre Avenida Brigadeiro Eduardo Gomes e Aterro Sanitário de BH - 2,35km
  • Avenida João XXI entre Avenida Abílio Machado e Avenida Tancredo Neves - 1,6km
  • Avenida Tancredo Neves entre Avenida Pedro II e Avenida João XXIII - 0,6km

(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)
  • Orla da Lagoa da Pampulha - 19,11km
  • Avenida Fleming entre Rua Sena Madureira e Avenida Otacílio Negrão de Lima - 1,79km
  • Avenida Professor Clóvis Salgado entre Avenida Heráclito Mourão de Miranda e Rua Beira Mar - 2,67km
  • Avenida Tancredo Neves entre Rua Coronel Lauro Pires e Avenida Heráclito Mourão de Miranda - 2,5km
  • Sistema viário do Parque Ecológico da Pampulha - 3,6km

(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)
  • Avenida Tereza Cristina entre Avenida do Contorno e Rua Tombos - 1,67km
  • Avenida Tereza Cristina entre Rua Alfredo Galvão e Rua Goneri - 4,63km
  • Via 210, entre Avenida Tereza Cristina e Rua Úrsula Paulino e Rua Úrsula Paulinho entre Via 210 e Avenida Waldyr Soeiro Enrich - 1,5km

(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)
  • Avenida Waldyr Soeiro Enrich (Via do Minério) entre Avenida João Rolla Filho e Avenida Senador Levindo Coelho - 1,17km
  • Avenida Senador Levindo Coelho entre Rua Djalma V. Cristo e Avenida Nélio Cerqueira / Avenida Nélio Cerqueira entre Avenida Senador Levindo Coelho e Rua Antônio Eustáquio Piazza / Rua Antônio Eustáquio Piazza entre Avenida Senador Levindo Coelho e Avenida do Canal / Avenida do Canal entre Rua Antônio Eustáquio Piazza e Avenida Pastor Francisco Pessoa / Avenida Pastor Francisco Pessoa entre Avenida do Canal e Avenida Afonso Vaz de Melo / Avenida Afonso Vaz de Melo entre Avenida Pastor Francisco Pessoa e Estação Barreiro - 4,5km
  • Avenida Afonso Vaz de Melo entre Rua Visconde de Ibituruna e Avenida Olinto Meireles / Avenida Olinto Meireles entre Avenida Sinfrônio Machado e Praça José V. da Silva / Rua Eridano entre Avenida Olinto Meireles e Avenida Manoel Salles Barbosa / Avenida Manoel S. Barbosa entre Rua Eridano e Rua Luiz Carlos Melão /  Rua Luiz Carlos Melão entre Avenida Manoel S. Barbosa e Rua Itapetininga / Rua Itapetininga entre Rua Luiz Carlos Melão e Rua Tubarão / Rua Tubarão entre Rua Itapetininga e Rua Lucas Carvalho Santos - 4,15km

(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)
  • Avenida Risoleta Neves entre Estação São Gabriel e Avenida Saramenha / Avenida Saramenha entre Avenida Risoleta Neves e Avenida Cristiano Machado - 4,4km

(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)
  • Avenida Vilarinho entre Rua Sandra Barros Amorim e Avenida Doutor Álvaro Camargos - 3,04km
  • Rua Ministro Oliveira Salazar entre Rua Doutor Álvaro Camargos e Rua Érico Veríssimo - 1,5km
  • Rua Augusto dos Anjos entre Rua Ministro Oliveira Salazar e Rua Dalva de Matos - 1,41km
  • Rua Sebastião Patrus de Souza entre Rua Augusto dos Anjos e Praça. José N. de Sá / Avenida Crisanto Muniz entre Praça. José N. de Sá e Avenida Elias Antônio Issa / Avenida Elias Antônio Issa entre Praça José N. de Sá e Rua Padre Pedro Pinto - 2,05km
  • Rua Farmacêutico Raul Machado entre Avenida Érico Veríssimo e Rua Padre Pedro Pinto - 0,78km
  • Rua João Samaha entre Praça Enfermeira Geralda Marra e Rua Doutor Álvaro Camargos - 1,65km

(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)
  • Avenida dos Andradas entre Alameda Ezequiel Dias e Viaduto Santa Tereza - 0,46km
  • Rua Professor Moraes entre Rua Antônio de Albuquerque e Avenida Afonso Pena / Avenida Bernardo Monteiro entre Avenida Afonso Pena e Avenida Brasil / Avenida Carandaí entre Avenida Bernardo Monteiro e Rua Piauí / Rua Piauí entre Avenida Carandaí e Avenida do Contorno - 2,8km
  • Avenida do Contorno entre Rua Araguari e Avenida Barbacena - 1km
  • Avenida João Pinheiro entre Praça da Liberdade e Rua Goiás / Avenida Álvares Cabral entre Rua Goiás e Avenida Afonso Pena - 1km 
  • Rua Fernandes Tourinho entre Rua Sergipe e Rua Rio de Janeiro / Rua Rio de Janeiro entre Fernandes Tourinho e Alvarenga Peixoto / RUa Alvarenga Peixoto entre Rio de Janeiro e Sâo Paulo / Rua São Paulo entre Alvarenga Peixoto e Álvares Cabral / Avenida Álvares Cabral entre São Paulo e Rio de Janeiro / Rio de Janeiro entre Álvares Cabral e Augusto de Lima - 3,3km
  • Avenida Paraná entre Avenida Amazonas e PRaça Rio Branco / Avenida Santos Dumont entre Praça Rio Branco e Avenida dos Andradas - 2,17km

(foto: Soraia Piva)
(foto: Soraia Piva)
  • Avenida dos Andradas entre Rua Pacífico Mascarenhas e Rua Jordão - 1,93km
  • Avenida dos Andradas entre Avenida Itaituba e Avenida Silviano Brandão - 1km


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