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Estado de Minas

Fumaça que escureceu São Paulo não deve chegar em BH; entenda

Segundo o Instituto Nacional de Metrologia (Inmet) fenômeno é fruto do encontro da pluma de fuligem com uma frente fria, o que não acontece em Minas Gerais


postado em 21/08/2019 17:21 / atualizado em 21/08/2019 18:15

Cidade de São Paulo após fenômeno ótico que é fruto de um encontro da pluma de fuligem com uma frente fria(foto: Reprodução/Twitter)
Cidade de São Paulo após fenômeno ótico que é fruto de um encontro da pluma de fuligem com uma frente fria (foto: Reprodução/Twitter)

Agosto 
marca o auge das queimadas em todo país e, após o fenômeno ótico que escureceu a cidade de São Paulo no meio da tarde, os belorizontinos questionam se a capital mineira também será alvo da mudança climática. Segundo o Instituto Nacional de Metrologia (Inmet) a resposta é não. 

Isso se deve ao fato de que o fenômeno é fruto de um encontro da pluma de fuligem com uma frente fria, o que não acontece em Minas Gerais. No caso de São Paulo, essa frente fria veio do litoral e, ao se encontrar com os resquícios de fuligem das queimadas do Cerrado e de certas partes da Amazônia, causou a escuridão que assustou muitos brasileiros

Segundo o climatologista Carlos Nobre, um dos maiores especialistas do mundo na Amazônia, a fuligem dos particulados das queimadas do Cerrado e Amazônia passam com frequência pela capital paulistana e praticamente o mês todo pelo oeste do estado nesta época do ano. A fuligem é formada pela queima da vegetação, fazendo os particulados entrarem em suspensão, formando uma gigantesca pluma na atmosfera.

A pluma de particulados que costuma alcançar São Paulo vem de queimadas no Noroeste do Mato Grosso, do Acre, de Rondônia e da Bolívia. Empurrada pelos ventos, ela segue para oeste até se chocar com os Andes. Lá é levada para o Sul do continente por ventos chamados jatos de baixos níveis. 

Em Brasília, algo parecido também aconteceu. Nuvens, fuligem das queimadas e poeira escureceram o céu da capital. O Inmet afirma que a massa de ar seco, dando impressão de que a chuva se aproxima, na verdade aumenta as temperaturas máximas e mínimas

Para que o fenômeno ocorra na capital mineira, seria preciso o encontro com uma frente fria. A previsão do tempo para Belo Horizonte mostra o contrário, indicando aumento da temperatura nos próximos 15 dias e afastando assim a possibilidade de uma escuridão repentina. 

Queimadas em Minas Gerais


(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
(foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação)
De acordo com o Corpo de Bombeiros as queimadas no estado de Minas Gerais em 2019 aumentaram 31% em 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior. Foram 8.928 ocorrências de queimadas em vegetação nos primeiros sete meses deste ano, contra 6.806 queimadas no estado em 2018. 

Ainda segundo os bombeiros, 99,1% das queimadas são provocadas pela ação humana, criminosa ou não. Além disso, quem for responsabilizado por incêndio criminoso com intenção pode pegar de 2 a 4 anos de prisão e pagar multa. 

Esta época do ano, o clima de Minas Gerais é mais seco, de ventos fortes e pouca chuva, elementos que favorecem o aumento de queimadas.

 

*A estagiária está sob supervisão  


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