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Estado de Minas

Concurso da Guarda Municipal mobiliza 84 mil candidatos em BH neste domingo

São 500 vagas garantidas, sendo 100 delas reservadas para mulheres. A remuneração inicial do cargo é de R$ 1.851,20, e, com benefícios, pode chegar a R$ 3,4 mil


postado em 18/08/2019 12:55 / atualizado em 18/08/2019 13:28

Candidatos aproveitaram para revisar os assuntos que serão cobrados na prova(foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)
Candidatos aproveitaram para revisar os assuntos que serão cobrados na prova (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)

Foi dada a largada para o concurso que mobiliza 168 candidatos para cada vaga em Belo Horizonte. Oitenta e quatro mil pessoas fazem as provas de olho numa vaga para a Guarda Municipal da capital, em 122 locais espalhados pelas nove regionais. Os candidatos terão quatro horas para responder a 50 questões objetivas. Os portões foram fechados 12h30 e a prova teve início 13h. São 500 vagas garantidas, sendo 100 delas reservadas para mulheres. A remuneração inicial do cargo é de R$ 1.851,20, e, com benefícios, pode chegar a R$ 3,4 mil.   

Estabilidade. Foi com foco nessa palavra que o operador de logística Thiago Alves, de 21 anos, saiu às 7h30 do Bairro Buganvile, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para chegar às 10h em frente ao Centro Universitário UNA, na Rua Guajajaras, Centro de BH. Há um ano e meio estudando para o concurso da Guarda Municipal, estava fora de questão qualquer imprevisto.  Não poupou esforços para o grande dia, que pode definir sua vida. "O setor público é mais seguro e tem mais benefícios na comparação com o privado. Entrou, é só se esforçar para crescer. E no mercado fora nem sempre isso é suficiente", disse.



Formada em direito em 2017, o foco da jovem Tamires Lemos Santos, de 25 anos, são os concursos públicos para corporações militares. "Fiz estágio no Tribunal de Justiça, mas me identifico mesmo é com a área militar. A Guarda, mesmo sendo civil, tem hoje funções semelhantes às da polícia!", disse, enquanto revisava as fichas de estudo. Ela estudou sozinha em casa com a ajuda de apostilas e fez um aulão na véspera da prova para repassar os principais pontos do conteúdo programático. Com quase metade da prova (20 questões) sobre legislação, Tamires avalia esse como o principal dificultador.

A auxiliar de escritório Thaís da Silva Leão, de 26, também estudou em casa por meio de videoaulas. Enquanto esperava a abertura dos portões,  ela também aproveitou o tempo para passar o olho nas anotações e memorizar conteúdos. "Estou lendo para pincelar e não correr o risco de dar nenhum branco", disse. Moradora do Bairro Lagoa, em Venda Nova, ela já prestou outros concursos e continuará focada no serviço público caso não consiga a aprovação desta vez. "Tem que abraçar concurso em busca de uma carreira estável."
 

O concurso


São 500 vagas garantidas, sendo 100 delas reservadas para mulheres. Os requisitos básicos incluem ter o ensino médio completo, idade mínima de 18 anos, aptidão física e mental e estar em dia com as obrigações eleitorais. Depois da prova objetiva, haverá ainda prova de títulos e de capacidade física, sindicância social e avaliação psicológica. Outras 1,5 mil vagas serão para cadastro de reserva, com os classificados que podem ser convocados em até quatro anos, caso haja necessidade.

A remuneração inicial do cargo é de R$ 1.851,20, acrescido de gratificação de disponibilidade integral, no valor de R$ 277,68, e adicional de risco de R$ 740,48. Os candidatos empossados ainda vão usufruir de benefícios como vale-transporte, vale-refeição e vale-lanche, totalizando uma remuneração aproximada de R$ 3,4 mil. A Guarda Municipal oferece também bonificação por cumprimento de metas, resultados e indicadores. A jornada de trabalho é de 40 horas semanais, que podem ser desempenhadas em períodos diurnos e noturnos, inclusive em fins de semana e feriados, de acordo com a necessidade do órgão.

Atualmente, a Guarda Municipal de Belo Horizonte tem 2.049 agentes, sendo 1.978 homens e 71 mulheres. Nos processos seletivos anteriores, eram destinadas apenas 5% de vagas ao público feminino. A mudança ocorreu em virtude da Lei 11.153, de janeiro de 2019. O texto alterou a composição do efetivo feminino para no mínimo 10% do quantitativo total da corporação.


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