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Estado de Minas

Santuário da Boa Viagem, padroeira de BH, abre cortina para mostrar altar restaurado

Missa festiva será celebrada no domingo pelo arcebispo metropolitano dom Walmor Oliveira de Azevedo


postado em 02/08/2019 18:40

Nova etapa de restauração do Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua - Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem é apresentada aos fiéis(foto: Arquidiocese de BH/Divulgação)
Nova etapa de restauração do Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua - Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem é apresentada aos fiéis (foto: Arquidiocese de BH/Divulgação)


Quando for aberta, na noite de domingo (4), a cortina que cobre a capela-mor do Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua – Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, em Belo Horizonte, os fiéis vão ter uma bela surpresa e presenciar a conclusão de uma etapa de restauração do templo dedicado à padroeira da capital, na Região Centro-Sul. Em missa marcada para 18h e presidida pelo arcebispo metropolitano de BH, dom Walmor Oliveira de Azevedo, será apresentado o altar-mor e todo o presbitério (espaço de onde o padre conduz a celebração eucarística).

Na tarde de ontem, o arcebispo e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor, disse que “o Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua – Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem é pérola no coração de Belo Horizonte, marco zero da capital mineira”. Para ele, com a união de muitas pessoas, a partir do “trabalho bonito” dos religiosos sacramentinos, de fiéis e amigos do santuário, a restauração se torna possível.

Dom Walmor disse ainda que “cuidar desse precioso bem, lugar onde a Eucaristia é adorada dia e noite, durante 24h, ininterruptamente, significa oportunidade para preservar a memória e a religiosidade do povo belo-horizontino. Alegro-me de celebrar, no próximo domingo (4), com a comunidade do Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua, pois se trata de uma oportunidade especial para agradecer a Deus por mais uma importante etapa concluída nos trabalhos de restauração”.

De acordo com informações da Arquidiocese, foram seis meses de trabalho, que contemplaram a restauração do altar, das cores das paredes, dos relevos decorativos, das pinturas artísticas e vitrais. Durante a missa, as cortinas que estão diante do presbitério serão abertas, revelando o trabalho de restauro.

Restauração

O trabalho de restauro do santuário ocorre por etapas. O telhado, um dos pontos mais importantes para proteger a construção e o acervo, já foi reformado. Duas capelas laterais, que ficam no interior do templo, também foram restauradas, momento em que a equipe técnica envolvida nas obras descobriu as cores originais das paredes, barrados e relevos decorativos do Santuário. A imagem da Padroeira de Belo Horizonte, Nossa Senhora da Boa Viagem, do século 18, também foi restaurada.

Os serviços são conduzidos a partir de doações de pessoas físicas e jurídicas, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, assim como doações espontâneas de paroquianos e amigos do Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua – Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem e eventos organizados pela comunidade paroquial.

História

Inaugurada em 1922 como monumento ao centenário da independência do Brasil, a Igreja Boa Viagem, chamada de catedral provisória, tem uma história que vai muito além de quase um século de história. O reitor e pároco do santuário, Padre Marcelo Silva, diz que “é preciso lembrar que a história da capital surgiu com a imagem que estava na capela original, em torno da qual nasceu o arraial, formou-se a vila e cresceu a capital. São mais 300 anos”.

Então, para entender melhor a história é preciso voltar no tempo, mais precisamente ao século 18. Em 1709, o português Francisco Homem del Rey conseguiu autorização da Coroa Portuguesa, por meio de cartas de sesmarias, e se estabeleceu na região onde hoje se encontra Belo Horizonte. Segundo as pesquisas, ele trouxe uma imagem da padroeira dos navegantes portugueses, Nossa Senhora da Boa Viagem, que o acompanhou na travessia do Oceano Atlântico. Para homenageá-la e proteger a imagem, Francisco ergueu em suas terras uma pequena capela de pau-a-pique. Como estava na rota dos tropeiros que passavam pela região transportando riquezas do interior do país, a igrejinha recebeu o nome de Nossa Senhora da Boa Viagem e passou a ser conhecida também como a padroeira dos viajantes.

Com o passar dos anos e a enorme devoção dos fiéis, a capelinha ficou pequena para receber tanta gente e em seu lugar foi construída uma igreja maior. Mas, com a construção da capital, foi necessário erguer um novo templo – o atual Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua Nossa Senhora da Boa Viagem. Em 1932, o título de padroeira da capital mineira foi oficializado pelo papa Pio XII, a pedido do cardeal dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota.


SERVIÇO

Apresentação aos fiéis da nova etapa de restauração do Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua – Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem é apresentada aos fiéis

Data: Domingo, 4 de agosto, às 18h, com missa presidida pelo arcebispo metropolitano de BH, dom Walmor Oliveira de Azevedo
Local: Santuário Arquidiocesano de Adoração Perpétua – Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem
Endereço: Rua Sergipe, 175, bairro da Boa Viagem, Região Centro-Sul


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