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Estado de Minas

Inverno em Minas será de manhãs frias, tardes quentes e termômetros em baixa à noite

Amplitude térmica da estação mais fria faz os belo-horizontinos variarem a roupa ao longo do dia. Tempo seco exige atenção redobrada para evitar problemas respiratórios


postado em 23/06/2019 06:00 / atualizado em 23/06/2019 08:11

Dia em Belo Horizonte começa bem frio, esquenta ao longo da tarde e volta a cair o termômetro à noite, exigindo o uso do casaco (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Dia em Belo Horizonte começa bem frio, esquenta ao longo da tarde e volta a cair o termômetro à noite, exigindo o uso do casaco (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)


Com a chegada do inverno na última sexta-feira, os casacos podem ser retirados do armário. No entanto, é bom se preparar para o modelito em camadas na capital mineira. Ao longo do dia, é preciso colar e tirar o casaco por mais de uma vez devido à grande amplitude térmica. Nesta estação, Belo Horizonte terá manhãs frias, tardes quentes, com noites em que as temperaturas voltam a baixar. E com variação de temperatura tão grande, nada de deixar os casacos de lado. A qualquer momento, pode ser necessário agasalhar-se de vento frio. Além disso, é preciso redobrar a atenção por causa do clima seco, que pode causar problemas respiratórios.

Neste domingo, as temperaturas variam de 12°C a 24°C na capital. O clima deve ficar estável na próxima semana. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê mínima de 13°C e 26°C para segunda. A meteorologista Anete Fernandes lembra que a previsão é que as temperaturas, neste inverno, deverão ficar acima da média. Mas quem gosta de frio terá oportunidade para curtir baixas temperaturas. “Teremos menor frequência de episódios frios, mas vão acontecer”, afirma.

A vantagem da estação são dias ensolarados, embora o sol se ponha mais cedo, em céu azul de brigadeiro. Muita gente aproveita esse tempo, com temperaturas não tão baixas e dias iluminados, para conhecer pontos turísticas. Foi o que fez a vendedora Andrelina Leite, de 44 anos, que veio de Salvador, capital da Bahia, para visitar a irmã. Na mala, vários casacos para enfrentar o inverno belo-horizontino. Na tarde de sábado, ela foi visitar a Praça do Papa, no Mangabeiras, na Região Centro-Sul da capital, agasalhada. “Fez muito frio, na última noite. Durante o dia, tem sol de um lado e vento frio do outro. Ainda não tirei o casaco e estou com outro de reserva na mala”, diz.

A professora Célia Ferreira Gonzaga, de 43, veio de Novo Cruzeiro, no Norte de Minas, e trouxe os agasalhos. “A gente tira e coloca a blusa. Anda um pouquinho e sente calor, mas quando para em algum lugar, a gente fica com frio”, afirmou. Para a estudante belo-horizontina Laura Pimenta, de 24, as temperaturas poderiam cair um pouco mais. “O inverno ainda está fraco. Sai de casa, no Bairro São Pedro (também na Região Centro-Sul de BH), com frio, agora, estou com calor”, disse.

Baiana, a vendedora Andrelina Leite trouxe roupas quentes para visitar a prima na capital mineira(foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)
Baiana, a vendedora Andrelina Leite trouxe roupas quentes para visitar a prima na capital mineira (foto: Juarez Rodrigues/EM/DA Press)


FRIAGEM
Mesmo com a chegada da estação fria, o vendedor João Batista Faria, de 67, foi para a Praça do Papa com o carrinho de picolé. “Está meio frio, meio quente, um clima destemperado. Vem a nuvem e esfria. Aparece o sol, esquenta. As mães dizem que não pode comprar o picolé. É friagem para a garganta dos meninos”, diz. As mães não estão erradas em relação à irritação na garganta dos filhos.

O inverno é o mais seco, período mais propício ao surgimento das doenças respiratórias. Para conseguir vender os picolés, ele faz até promoção um por R$ 3 e dois por R$ 5. A umidade relativa do ar deve ficar entre 40% e 90%. É a medida para a quantidade de vapor d’água na atmosfera.

A tendência é que o tempo fique cada vez mais seco. “Em meados de julho, a secura do ar deve aumentar. A tendência é que o índice umidade decline para menos de 30%”, informa a meteorologista. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é que ela varie entre 50% e 80%. Entre 30% e 20%, as regiões entram em estado de atenção.


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