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Estado de Minas

Após recorde, talude de mina de Barão de Cocais se movimenta a 46 cm/dia

Na manhã do último domingo, Agência Nacional de Mineração (ANM) registrou um deslocamento a 56 cm/dia


postado em 17/06/2019 20:24 / atualizado em 17/06/2019 20:49

Primeira movimentação detectada estava no ritmo de 10 cm/dia(foto: TJMG/Divulgação)
Primeira movimentação detectada estava no ritmo de 10 cm/dia (foto: TJMG/Divulgação)

O ritmo de movimentação do talude norte da cava da Mina Gongo Soco diminuiu oito centímetros nesta segunda-feira (17), atingindo o índice de 48 centímetros por dia. Na manhã do último domingo, a movimentação bateu recorde ao atingir 56 cm/dia. O primeiro registro de movimentação foi de 10 cm/dia.

Apesar do índice alto, a previsão é de que uma possível queda do talude não reflita no colapso da Barragem Sul Superior, localizada a 1,5 quilômetro da encosta. Isso porque técnicos acreditam que o escorregamento da estrutura para o fundo da cava vai acontecer de forma lenta e desagregada.

Inicialmente, análises da Vale, proprietária da mina, detectaram que o talude cairia entre os dias 19 e 25 de maio e que a queda poderia afetar a barragem, que está com nível 3 de alerta - ponto máximo. Dessa forma, a vibração gerada pelo escorregamento poderia ser o estopim para o rompimento da estrutura.

Apesar das estimativas, porções do talude só começaram a se desprender em 31 de maio.

Ao todo, mais de 400 moradores de Barão de Cocais tiveram que ser retirados de suas casas devido ao risco de rompimento da barragem. De acordo com a Defesa Civil de Minas Gerais, eles habitam a chamada Zona de Autossalvamento (ZAS), área que seria rapidamente afetada em caso de colapso da estrutura.

*Estagiário sob supervisão da redação do Estado de Minas 


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