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Estado de Minas GERAL

Vale enfrenta nova ação bilionária por problema em barragem de Gongo Soco

Para o MP, houve 'reiteradas condutas abusivas e ofensivas a direitos humanos e fundamentais perpetradas na execução de atividades ligadas às barragens de rejeitos Sul Superior e Sul Inferior'


postado em 03/05/2019 16:25 / atualizado em 03/05/2019 18:33

A denúncia aponta ainda que a ameaça de rompimento de barragem mudou a rotina dos mais de 30 mil moradores de Barão dos Cocais(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press - 22/3/19)
A denúncia aponta ainda que a ameaça de rompimento de barragem mudou a rotina dos mais de 30 mil moradores de Barão dos Cocais (foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press - 22/3/19)


O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou nesta sexta-feira, 3, ter impetrado nova ação civil pública contra a Vale, dessa vez por problemas causados à população de Barão dos Cocais (MG).

Entre outros, são pedidos indenização de R$ 100 mil por danos morais para os moradores que deixaram a área de risco, R$ 300 mil para quem tem imóveis na região e R$ 2 bilhões a título de danos morais coletivos para reconstituição dos bens lesados.

Para o MP, houve "reiteradas condutas abusivas e ofensivas a direitos humanos e fundamentais perpetradas na execução de atividades ligadas às barragens de rejeitos Sul Superior e Sul Inferior", que fazem parte do complexo minerário Gongo Soco.

A denúncia aponta ainda que a ameaça de rompimento de barragem mudou a rotina dos mais de 30 mil moradores de Barão dos Cocais. Desde o dia 8 de fevereiro, data em que as sirenes tocaram e 500 pessoas tiveram de deixar seus imóveis, a apreensão tomou conta da cidade.

A situação piorou em 22 de março, quando o risco na barragem subiu para o nível 3, o maior no que refere ao perigo de rompimento. As sirenes então voltaram a tocar e diversas medidas tiveram de ser tomadas no município, como a suspensão das aulas nas redes pública e privada.

Procurada para se manifestar, a Vale informou que ainda não foi notificada sobre os pedidos da promotoria. "Avaliaremos as medidas adequadas quando tivermos acesso ao teor", esclareceu sobre a ação civil pública.

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