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Estado de Minas

Veja como será a escola para alunos de área desocupada em Macacos após alerta em barragem

Feita de painéis termoisolantes, a estrutura provisória deverá entrar em funcionamento em maio, a tempo de impedir reprovação por ausência dos 194 alunos que estão sem aulas desde o início do ano letivo


postado em 11/04/2019 06:00 / atualizado em 11/04/2019 07:47

Feita de painéis termoisolantes, a estrutura vai receber 194 alunos que ainda estão sem aulas até a conclusão da escola definitiva, em janeiro de 2020(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)
Feita de painéis termoisolantes, a estrutura vai receber 194 alunos que ainda estão sem aulas até a conclusão da escola definitiva, em janeiro de 2020 (foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)


Após dias de apreensão e de idas e voltas, os pais dos alunos da Escola Municipal Rubem Costa Lima, em Macacos, distrito de Nova Lima, começam a ficar esperançosos com a possibilidade da retomada das aulas de seus filhos ainda nos próximos dias. A construção de uma escola provisória para abrigar os estudantes está sendo concluída por uma empresa contratada pela Vale e deve ser entregue à prefeitura no início de maio. O local escolhido para o funcionamento da escola é o antigo Instituto Kairós, localizado no Bairro Jardim Amanda.

O Estado de Minas apurou que a estrutura está quase pronta, mas ainda não foi equipada. De acordo com a Vale, a escola está sendo construída com painéis estruturais termoisolantes – material que dificulta as trocas térmicas entre ambientes internos e externos.  Ao todo, serão entregues quatro salas de aulas de Ensino Fundamental e duas voltadas para a creche, além de um berçário. A escola “será equipada ainda com biblioteca e brinquedoteca, recursos de informática, salas de professores, da diretoria e sala de supervisores, cozinha e refeitório”, informou a Vale por meio de nota.

No total, 194 crianças, de 4 a 11 anos, estão sem estudar desde 16 de fevereiro, quando a instituição de ensino teve que ser fechada devido ao alerta de instabilidade da barragem B3/B4 – a escola está localizada próxima à mancha de risco de rompimento. Desde então, teve início uma corrida contra o tempo para encontrar outro prédio que pudesse receber os alunos. A tensão cresceu entre pais e professores, já que, por lei nacional, um estudante não pode faltar mais que 25% do ano letivo (200 dias), sob pena de reprovação por ausência.

Após a interdição, uma professora da escola sugeriu que as aulas fossem retomadas, provisoriamente, no antigo Instituto Kairós, longe da área que seria afetada em caso de rompimento das barragem. No entanto, em 29 de março, após negociações com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e afetados pela interdição, a Vale anunciou que só conseguiria entregar a escola provisória em 5 de julho, data posterior ao limite mínimo de aulas estabelecido por lei.

Quanto às obras, a mineradora teria 20 dias corridos para o projeto executivo e 60 dias úteis para equipar o espaço com contêineres. O tempo seria longo devido à inclinação do terreno escolhido, que dificultaria a implantação da estrutura. Além da construção provisória, ficou firmado, entre as partes, que a Vale erguerá uma escola definitiva no Bairro Capela Velha. A previsão é de que a instituição fique pronta até 31 de janeiro de 2020.

(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)
(foto: Sidney Lopes/EM/D.A Press)


Apesar dos avanços, o risco de terem que repetir o ano letivo por causa da falta de aulas continuou pairando no ar, já que a data de entrega da escola provisória excederia o número de faltas permitido. Em meio ao imbróglio, foi levantada a hipótese de as aulas começarem, em caráter de urgência, em uma pousada de Macacos. Mais uma vez, a ideia foi barrada, já que uma vistoria feita por representantes da Promotoria de Nova Lima, Bombeiros e da secretaria de educação considerou que a quantidade de quartos da hospedagem não seria suficiente.

Pais dos alunos e professores da escola continuaram fazendo pressão para que a Vale apresentasse uma alternativa viável. Nos últimos dias, a mineradora entrou em acordo com as autoridades e apresentou um novo projeto de construção da escola provisória no terreno do antigo Instituto Kairós. Segundo a mineradora, para o adiantamento da entrega das obras, foi necessário alterar os materiais e a forma como a instituição de ensino seria levantada.

A previsão é de que, com as alterações, as obras sejam entregues no início do mês que vem. A nova data permite que o limite de faltas por aluno estipulado pela legislação nacional não seja excedido.


*Estagiário sob supervisão da subeditora Rachel Botelho


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