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Estado de Minas

Homem é detido após xingar idoso de 69 anos de macaco na Savassi

Ofensa foi feita após cliente se revoltar com a falta de panfletos que detalhavam os planos de celular em loja de operadora


postado em 02/04/2019 19:21 / atualizado em 02/04/2019 19:45

Injúria racial aconteceu na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 10/4/13)
Injúria racial aconteceu na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press - 10/4/13)

Um homem de 60 anos foi preso na tarde desta terça-feira após chamar um idoso 69 anos de macaco em uma loja de telefonia celular, na Praça Diogo Vasconcelos, Região da Savassi. O homem ainda ofendeu dois funcionários da operadora: “sapatão”, “gay” e “negrinho” teriam sido alguns dos xingamentos.

Conforme o boletim de ocorrência da Polícia Militar (PM), tudo começou por volta das 15h30, quando o homem entrou no estabelecimento procurando informações sobre planos de celulares. Após ser atendido por uma funcionária de 36 anos, ele se revoltou porque na loja não havia panfletos com os detalhes dos planos.

O homem chamou a funcionária de lixo e continuou: “Sapatão, você recebe um salário de merda”. Por fim, ele teria dito que na loja "só trabalha gay e sapatão”.

Ao ver a cena, um outro funcionário interveio e pediu para que o homem cessasse os xingamentos.  Não satisfeito, ele começou a ameaçar o profissional, o chamando de “negrinho” e “viadinho”.

Ainda conforme testemunhas relataram aos policiais, um outro cliente que acompanhava os xingamentos foi em direção ao homem e o chamou para fora da loja. Os dois saíram e começaram a discutir.

Nesse momento, policiais que realizavam patrulha na região escutaram o homem de 60 anos xingando o cliente de “macaco, você é um macaco”. Ao ouvir a injúria racial, os PMs deram voz de prisão ao homem e o levaram, junto com as vítimas, para a Central de Flagrantes II, no Bairro Santa Tereza.

Ainda não se sabe se o homem foi preso após prestar depoimento na delegacia. O Estado de Minas entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda retorno.

*Estagiário sob supervisão do subeditor Álvaro Duarte

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