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Estado de Minas

''Problemas na pista'': aeroporto de Ipatinga ficará sem receber voos comerciais

A Azul Linhas Aéreas, única companhia que opera no aeroporto, anunciou a suspensão dos voos, alegando problemas estruturais na pista


postado em 14/02/2019 18:36 / atualizado em 14/02/2019 21:22

(foto: Reprodução/ Socicam)
(foto: Reprodução/ Socicam)

O Aeroporto Regional do Vale do Aço, mais conhecido como aeroporto de Ipatinga, ficará temporariamente sem receber voos comerciais. Nesta quinta-feira, a Azul Linhas Aéreas, única companhia que opera no local, anunciou a suspensão dos voos por tempo indeterminado. A estrutura atende toda a Região Metropolitana do Vale do Aço e cidades próximas, e abriga voos para Belo Horizonte.

De acordo com a companhia aérea, foi detectado que a pista do aeroporto, utilizada para pousos e decolagens, não está atendendo os padrões operacionais da empresa. Segundo a empresa, há problemas estruturais que podem comprometer a segurança de suas operações.

“A Azul tem o compromisso de atender seus Clientes com excelência, por meio de um serviço de qualidade, eficiência, presteza e, principalmente, segurança – que é seu primeiro valor”, divulgou em nota à imprensa.

No entanto, a empresa informou que não tem o interessa em cancelar definitivamente seus voos no aeroporto. “Esperamos que as adequações necessárias sejam feitas para que possa o quanto antes voltar a realizar seus voos na cidade mineira”, concluiu.

A companhia informou que os passageiros que já tinham comprado bilhetes para voos futuros serão reacomodados para outros aeroportos ou poderão ser ressarcidos.  

Efeito cascata


A suspensão dos voos comerciais no aeroporto afetará as cidades da região do Vale do Aço, cuja cidade-polo é Ipatinga.  Por causa disso, de acordo com a assessoria de comunicação da administração municipal de Ipatinga, o prefeito Nardyello Rocha (MDB) convidou todos os prefeitos da região do Vale do Aço para uma reunião com representantes do aeroporto e da Azul.

Procurada pelo Estado de Minas para esclarecer possíveis problemas estruturais com a pista do aeroporto, a Socicam, empresa responsável pela administração do complexo, relatou que opera o aeroporto por meio de contrato de prestação de serviço e que não cabe à empresa a manutenção da pista de voo e sim à Secretaria de Estado dos Transportes e Obras Públicas de Minas Gerais (Setop).

A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicos (Setop) informou que está em diálogo com a Azul e Socicam, administradora do aeroporto, para buscar uma solução emergencial para a reativação do terminal.

“Por se tratar de uma questão de segurança dos passageiros, a secretaria não se opõe à decisão da Azul de suspender as operações no local e, como já dito, trabalha para resolver o mais rápido possível a questão”, diz a nota. A Setop também comunica que governos anteriores jpa haviam recebido a solicitação de obras na pista do terminal.

A reportagem também procurou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre as devidas precauções em relação ao aeroporto. Em resposta, a Anac informou que a pista foi inspecionada em setembro de 2018 e, na ocasião, foi encontrado irregularidades no pavimento da pista de pouso e decolagem. Além disso, detectou-se problemas na sinalização das pistas de táxi.

Após a análise, agência diz ter solicitado que o aeroportuário enviasse um Plano de Ações Corretivas (PAC) e outras informações a fim de sanar a referida situação. No entanto, “até o momento, as ações corretivas solicitadas não foram totalmente enviadas pelo operador, motivo da aplicação de medida de restrição operacional”, informou.


* Estagiário sob supervisão da subeditora Ellen Cristie

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