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Estado de Minas

Autoridades tentam convencer pessoas a deixar áreas de risco, em Barão de Cocais

Procedimento de evacuação de moradores de comunidades em Barão de Cocais continua


postado em 08/02/2019 16:06 / atualizado em 08/02/2019 16:13

(foto: Paulo Filgueiras/ EM)
(foto: Paulo Filgueiras/ EM)

Autoridades trabalham para convencer pessoas a sair de áreas que seriam atingidas com um eventual rompimento da barragem Sul Superior da mina Gongo Soco, da Vale, em Barão de Cocais, na Região Central de Minas Gerais. A maioria dos moradores já deixou os locais de risco durante esta sexta-feira.

"Ainda permanecem (em áreas de risco) em torno de 30 pessoas. São pessoas que acreditam estar em áreas seguras. Estamos empenhados com Ministério Público e Judiciário local para fazer um trabalho de sensibilização, para retirar essas pessoas e convencê-las (a sair)", disse o superintendente de Gestão de Desastres da Defesa Civil de Minas Gerais, o major Eduardo Lopes, na tarde desta sexta-feira.

De acordo com a Defesa Civil, 239 pessoas deixaram a área de risco, que engloba as comunidades de Socorro, Tabuleiro e Piteiras. O total de moradores na principal região de impacto totaliza 477. Nem todos estava no local no momento da evacuação, por volta da 1h desta sexta. As comunidades Vila do Congo e Córrego do Arroz, que ficam nas extremidades das principais áreas de risco, também foram evacuadas.

"O próximo nível (de risco) é o rompimento. É esperar abarcar esse rejeito. Pedimos à população que respeite, compreenda as recomendações das autoridades para não ocupar essa área", completou. O nível de risco atual é o 2, que exige a evacuação.

Na comunidade do Socorro - visitada pela reportagem durante a tarde -, as ruas estão quase todas vazias. Há, entretanto, pessoas que insistem em continuar no local. Animais como bois, cavalos e cachorros vagam pelo vilarejo.

Eventual rompimento

Ainda de acordo com a Defesa Civil, um eventual rompimento fariam com que o rejeito atingisse uma distância de 11km, ainda na zona rural de Barão de Cocais. O rio São João, que fica a aproximadamente 1,2km do topo da barragem, também seria afetado. Por isso, pessoas que vivem nos arredores do rio - ainda que já na parte urbana da cidade - também precisaram deixar as casas onde vivem.



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