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Estado de Minas

Vítima de tragédia em Brumadinho resgatada por corda fala pela primeira vez

Entrevista foi concedida para o programa Mais Você, de Ana Maria Braga, na Rede Globo


postado em 01/02/2019 10:37 / atualizado em 28/02/2019 20:51

(foto: Reprodução/ Redes Sociais)
(foto: Reprodução/ Redes Sociais)
A primeira sobrevivente da tragédia de Brumadinho a receber alta do hospital falou na manhã desta sexta-feira. O resgate de Paloma Prates, de 22 anos, repercutiu por um vídeo que mostra Claudiney Coutinho arremessando uma corda à jovem, presa na margem da dos rejeitos liberados pelo rompimento da barragem I da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. Após muito esforço, o homem conseguiu socorrê-la. Após o resgate, Paloma ficou internada no Hospital Pronto-Socorro João XXIII. Ela perdeu o marido na tragédia e ainda tem a irmã, de 13 anos, e o filho de apenas 1 anos e seis meses desaparecidos.

Em entrevista ao programa Mais Você, da Rede Globo, Paloma contou como foi o momento em que se deparou com toda a tragédia. “Eu consigo lembrar, mas é muito ruim ficar lembrando disso, é muito triste. Eu estava em casa com meu esposo, minha irmã e meu filhinho. Na hora que eu escutei o barulho, já não tinha tempo de fazer mais nada. Na hora que eu me dei por si, eu já estava ali naquele desastre”, contou.

Paloma morava na pousada Nova Estância há quatro anos com sua família. Destruído completamente pelo tsunami de rejeitos, o local também era onde seu marido trabalhava.

A respeito do resgate, a jovem conta que, no momento em que Claudiney chegou, ela estava muito cansada. “A lama é muito pesada, não estava conseguindo me movimentar. Tava com muita dor no peito e não conseguia respirar direito.”

Palomla ainda diz estar muito feliz por te sido resgatada e agradeceu Claudiney. “Eu queria fazer um apelo. Eu queria que vocês mostrassem que eu estou muito feliz do Claudiney ter me ajudado, ele salvou a minha vida porque às vezes poderia ter acontecido coisa pior”, agradeceu.

Sobre sua situação atual, Paloma diz estar muito machucada, com escoriações, nariz quebrado, ossos, próximos ao pulmão e coração, quebrados e com muitas dores no corpo. “É muito difícil porque eu ainda não sei o que vou fazer daqui pra frente. Meu filho ainda está desaparecido, minha irmã também e eu perdi meu esposo. Eu acho que, no momento, a única coisa que eu queria era a minha família do meu lado. Direito nenhum vai trazer eles de volta.

A jovem ainda criticou a mineradora Vale por, segundo ela, não estar prestando as devidas providências com as famílias das vítimas.  “A mineradora não entrou em contato com a gente até hoje pra perguntar o que a gente tá precisando, é muito difícil.” 

Por fim, Paloma pede para que alguém que saiba alguma informação sobre seus familiares entre em contato com ela. “Queria que se alguém soubesse do filho e da minha irmã, que entrasse em contato com a gente, porque a Vale não está deixando os hospitais identificar as pessoas que estão lá”, concluiu.

A irmã de Paloma, de 13 anos, se chama Pâmela Prates da Cunha. Já seu filho chama Heitor Prates Máximo da Cunha e tem apenas 1 anos e seis meses.

*Estagiário sob supervisão do editor Benny Cohen


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