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Estado de Minas

Lixômetro recebe 10 toneladas de detritos do entorno da Praça Sete em um só dia

Sujeira recolhida em um dia enche quatro recipientes de dois metros quadrados instalados na Praça Sete para conscientizar a população. Foram 10 toneladas de resíduos na estreia


postado em 11/12/2018 06:00 / atualizado em 11/12/2018 07:55

Lixômetro permanece na praça até quinta-feira. A intenção é que o impacto visual sirva para dimensionar a responsabilidade de quem suja as ruas(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Lixômetro permanece na praça até quinta-feira. A intenção é que o impacto visual sirva para dimensionar a responsabilidade de quem suja as ruas (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)


Você sabe para onde vai a embalagem das suas compras? Costuma jogar garrafa PET na rua depois de tomar o refrigerante? E o papel de bala: joga displicentemente no chão e nem se preocupa? Bem, se respondeu “sim” para alguma dessas perguntas, está na hora de conhecer o Lixômetro, instalado desde ontem na Praça Sete, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, para medir os resíduos lançados nas vias públicas e recolhidos pelos garis. Na estreia, os quatro recipientes transparentes, cada um medindo 2 metros quadrados, ficaram cheios, com o total de 10 toneladas, segundo a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU)/Prefeitura de BH. Para se ter uma ideia, no ano passado foram necessários três dias para encher os equipamentos. A iniciativa vai até quinta-feira, bem ao lado do obelisco, mais conhecido como Pirulito.


O gerente regional de Limpeza Urbana da Centro-Sul, Denilson Pereira de Freitas, explica que o volume de resíduos reúne papel de alimentos, cartazes promocionais distribuídos em todo canto, garrafas PET e outros que entopem bueiros e, na temporada de chuvas, vedam o escoamento da água provocando alagamentos. “Em toda campanha, essas situações são enfocadas, mas não tem jeito, pois as pessoas continuam sujando as ruas. Na madrugada de ontem, por volta das 4h, lavamos os quatro quarteirões fechados da Praça Sete, com 32 mil litros de água e 50 quilos de sabão. Ficou tudo limpo e logo depois já estava sujo”, explicou.


Para Denilson, a conscientização das pessoas é fundamental para a mudança de comportamento. “A região da Praça Sete e do terminal rodoviário é a campeã de sujeira e, por mais que o lixo seja recolhido vem mais. Os garis varrem diariamente e muitos moradores nem se preocupam em saber o destino dos resíduos”, afirmou o gerente. O lixo recolhido nesses dias é ensacado e só depois vai para o lixômetro.


Para a chefe do Departamento de Políticas Sociais e Mobilização da SLU, Ana Paula da Costa Assunção, expor os resíduos em praça pública é uma forma de derrubar a invisibilidade atribuída a eles depois de recolhidos. “Temos a falsa impressão de que o lixo desapareceu como por encanto, de que ele nunca foi nosso, de que jamais o produzimos e que, depois de coletado pelos garis, não somos mais responsáveis por ele”, avalia. “O impacto visual que o lixo provoca serve para dimensionar o tamanho de nossa responsabilidade quando não nos preocupamos em racionalizar nosso consumo e quando, pior, descartamos o lixo no chão, sem constrangimento algum”, acrescenta Ana Paula.

VOLUME A ação promovida pela PBH, por meio da SLU, na Praça Sete, pretende alertar mais uma vez a população sobre o enorme volume de lixo enviado aos aterros sanitários anualmente, os riscos de alagamentos e doenças, além do aspecto visual negativo que a sujeira provoca. Diariamente, a gerência regional de Limpeza Urbana Centro-Sul vai monitorar a quantidade de resíduos de varrição depositados no equipamento.


Dialogar com a população faz parte do projeto, tanto que técnicos de Mobilização Social da SLU estarão disponíveis na tenda Conversando com a SLU, montada das 9h às 17h, no quarteirão fechado da Rua dos Carijós, próximo à Avenida Afonso Pena. No local, haverá exposição com fotos do trabalho dos garis e sensibilização sobre o correto descarte de resíduos. O público-alvo serão os pedestres, motoristas, comerciantes e aqueles que frequentam os condomínios residenciais e hotéis da região.


Até quarta-feira, entre as 12h e as 13h, uma equipe de mobilizadores e garis fará campanha educativa nos semáforos das avenidas Amazonas e Afonso Pena, estando previstas apresentações artísticas do gari Daniel do RAP, grupo de teatro da SLU e performances dos profissionais da varrição. As ações educativas do Lixômetro contam com o apoio da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). Voltando à questão inicial desta matéria: mesmo que você aja corretamente, é bom conferir e passar as informações adiante, para ajudar a cidade que completa amanhã 121 anos.

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