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Estado de Minas

Alunos criam 'vaquinha' para ajudar dono de carrinho de cachorro-quente que pegou fogo

Carro pegou fogo nesta terça-feira e teve perda total. Estudantes solidarizam e fazem vaquinha online


postado em 25/10/2018 16:41 / atualizado em 25/10/2018 20:23


Alunos da Universidade Fumec criaram uma ‘vaquinha’ online com o objetivo de arrecadar dinheiro para comprar um novo carro para um vendedor de cachorro-quente. O carro do vendedor pegou fogo e foi totalmente danificado. Segundo os bombeiros, o incêndio seria causado por problema na central de gás. Ninguém ficou ferido.

Quando os alunos da faculdade ficaram sabendo do ocorrido, resolveram se mobilizar e ajudar o vendedor, Hugo, de 44 anos, que trabalha na faculdade há mais de 20 anos, vendia balas e guloseimas na porta da escola, a partir das 7h até às 17h, quando abria o carro e começava a vender cachorro-quente e sanduíches na rua ao lado.

A vaquinha primeiramente foi organizada sem o conhecimento de Hugo, que só ficou sabendo quando os estudantes foram na casa dele pedir o número da conta para divulgar e cadastrar no site. “Ele é bem popular na faculdade, quando soubemos pensamos que tínhamos que ajudar de alguma forma. Os alunos se encontravam no ‘Hugão’ para comer sanduíche e sempre brincavam com ele: ‘vamos comer no hugão que é referência de lanche’ a gente falava”, conta um ex-aluno da universidade, Lucas Felix Miranda, de 30 anos.

A sobrinha do vendedor conta que ele vende seus produtos na frente da faculdade há 15 anos, mas antes disso ele já trabalhava em uma lanchonete dentro da faculdade. Sendo assim, alunos antigos também passam no local para conversar com ele. “Ele ficou muito feliz com a comoção dos alunos. Nem sei descrever a alegria dele. Não esperávamos tamanha generosidade das pessoas”, relata Jéssica Ingrid Araújo Mesquita, de 30, sobrinha do vendedor.

O vendedor reafirma que ao longo de sua jornada fez grandes amizades e demonstra gratidão ao ato organizado pelos alunos. “Quero agradecer a todos, desde os alunos aos funcionários e professores. A mobilização foi além, até pessoas que não me conhecem estão ajudando, e, graças a eles e a Deus vou conseguir arrecadar o valor, voltar a trabalhar e oferecer um atendimento cada dia melhor”, disse o vendedor.

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* A estagiária está sob supervisão da subeditora Ellen Cristie

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