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Estado de Minas

PM acusado de assediar criança é liberado por falta de provas

Suspeito nega a acusação e apresenta outra versão; inquérito foi aberto e as investigações estão em andamento


postado em 21/09/2018 14:38 / atualizado em 21/09/2018 15:07

O capitão aposentado e reconduzido da Polícia Militar que foi acusado na última quarta-feira, de tentar estuprar uma menina de 9 anos em Santa Luzia, Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi liberado pela Polícia Civil por falta de provas.

Segundo a Polícia Civil, um inquérito foi aberto e as investigações estão em andamento com os depoimentos e provas reunidos até o momento, o policial é inocente, mas, ainda assim, um inquérito foi aberto e as investigações estão em andamento na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Santa Luzia.

Segundo a Polícia Militar, a vítima de 9 anos alegou que o homem teria forçado a entrada em sua casa e pedido para ela o observar tirar a roupa. A criança, então, começou a gritar e o suspeito correu. Ela estava sozinha em casa.

Entretanto, conforme a PM, as testemunhas não o viram saindo da casa, ele somente teria sido visto circulando a região. 

Outras mulheres teriam ido à Companhia da Polícia Militar próxima ao Palmital fazer denúncias de outras tentativas de estupro cometidas pelo policial aposentado e reconduzido.

Outra versão

De acordo com o suspeito, ele estaria na região à procura de um homem com referência na manutenção de celulares. Em nenhum momento ele teria entrado na casa da criança.

Segundo a PM, os militares fizeram busca em seu carro, que estava próximo ao local do suposto crime, e encontraram a farda do homem, além de sua arma. Todos os objetos encontrados foram anexados ao boletim de ocorrência.

 
O major Flávio Santiago informou que o contrato de trabalho estabelecido entre a corporação e o suspeito foi desfeito e só será restabelecido caso o inquérito indique que o homem é inocente. 

“A Polícia Militar repudia os desvios de conduta e atua contra qualquer pessoa, seja autoridade ou não, no sentido da busca da verdade e resolução dos fatos”, concluiu o major.
 
 
*Sob supervisão da editora Liliane Corrêa 

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