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Estado de Minas

Dia D da vacinação tem movimento maior em shoppings; veja mapa

Pais e responsáveis optam pelos pontos extras nos centros comerciais para 'unir o útil ao agradável'; crianças de 0 a 4 anos, 11 meses e 29 dias devem ser imunizadas


postado em 01/09/2018 11:58 / atualizado em 01/09/2018 13:32

Ludmila Faria Lima com Maria Clara Lima no colo; mãe e filha aproveitaram o sábado para se proteger contra sarampo e polio(foto: Jair Amaral/EM/D.A. Press)
Ludmila Faria Lima com Maria Clara Lima no colo; mãe e filha aproveitaram o sábado para se proteger contra sarampo e polio (foto: Jair Amaral/EM/D.A. Press)
Os pontos extras criados pela prefeitura nos shoppings BH e Boulevard têm sido as escolhas preferidas dos pais e responsáveis para vacinar crianças de 0 a 4 anos, 11 meses e 29 dias contra o sarampo e a poliomielite, na manhã deste sábado (1º). Após não atingir a meta de 95% de imunização do público-alvo durante a campanha nacional, finalizada nessa sexta-feira (31), a prefeitura promove mais um Dia D da vacinação. As proteções contra as doenças são fornecidas em todos os centros de saúde da cidade, nos dois centros de compras, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti e Serviço de Atenção ao Viajante (Rua Paraíba, 890 – Savassi) até as 17h.

Uma das mães que aproveitaram o expediente no Shopping Boulevard foi Ludmila Faria Lima. “Trouxe ela para tomar o reforço contra sarampo e a pólio e vou aproveitar para dar uma passeio no shopping”, afirmou a mulher acompanhada de Maria Clara Lima, de apenas 2 anos. Quem também compareceu ao ponto extra foi a avó Vânia Nonato, que levou Giovanna Gomes para ser vacinada. “Fiquei sabendo da campanha pela televisão. Minha neta vai tomar só a tetraviral (sarampo, rubéola, catapora e caxumba)”, disse.

Segundo o subsecretário de Promoção e Vigilância à Saúde, Fabiano Pimenta, o dia começou com 79% do contingente preferencial imunizado. De acordo com Pimenta, a expectativa é que o índice alcance a faixa de 90% até o fim deste sábado. 

Como a meta não deve ser alcançada, o representante da prefeitura informou que novas medidas serão tomadas nas próximas semanas para vacinar o maior número de pessoas. Ligações dos profissionais dos centros de saúde para as famílias que têm registros na unidade estão entre as medidas programadas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), conforme Fabiano Pimenta. Ele também ressaltou que visitas às casas das crianças desprotegidas também estão no cronograma. 

Ainda conforme o subsecretário, os adultos que não sabem ou nunca foram vacinados contra as doenças poderão ser vacinados nos centros de saúde. Desde o início deste ano, foram 214 casos suspeitos notificados, sendo que 133 foram analisados e descartados como sarampo. Outros 81 ainda são investigados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). 

A baixa cobertura vacinal e o aumento de notificações de sarampo ampliam ainda mais a importância da vacinação. Dados da SES/MG mostram que 81 casos estão sendo investigados no estado. Destes, 50,6% são em cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte são as que concentram mais notificações. Atualmente, são 41 casos suspeitos no entorno da capital mineira. BH é que tem o maior número de pacientes com sintomas, são 19 no total. Seguindo de Contagem e Nova Lima, ambas com cinco, e Santa Luzia, com quatro. Todos os casos estão sendo apurados.

Preciso me vacinar?

A imunização contra o sarampo passa por duas doses: a primeira aos 12 meses de idade (tríplice viral – contra sarampo, rubéola e caxumba) e a segunda aos 15 meses de idade (tetraviral – contra as mesmas doenças e catapora). As crianças entre 5 e 9 anos precisam receber duas doses da tríplice.

Para quem tem entre 10 e 29 anos e nunca se vacinou contra as doenças, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES/MG) indica a aplicação de duas doses tríplice viral, com intervalo de 30 dias. Pessoas entre 30 e 49 anos precisam de uma dose para ficar imunes. Os maiores de 49 anos são considerados imunes ao sarampo, uma vez que já conviveram com a doença.

Quanto ao pólio, a imunização passa pela Vacina Inativada Poliomielite (VIP), destinada às crianças que nunca foram vacinadas e às menores de um ano. Ela deve ser aplicada, regularmente, aos dois, quatro e seis meses de vida.

Para quem já recebeu a primeira dose, os centros de saúde oferecem a Vacina Oral Poliomielite (VOP), que é um reforço da primeira. A VOP deve ser aplicada em duas oportunidades, é oral e ficou conhecida pelo personagem Zé Gotinha.

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