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Estado de Minas FEMINICÍDIO

Suspeito de ter matado a esposa no Bairro Horto, Região leste de BH, se entrega à PM

Reginaldo Meireles nega que tenha empurrado a companheira da escada e afirma que só fugiu por receio de ser agredido. Vítima apresentava sinais de enforcamento


postado em 19/08/2018 15:05 / atualizado em 19/08/2018 15:20

(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)
(foto: Ramon Lisboa/EM/D.A Press)

O ajudante de pedreiro Reginaldo Meireles, suspeito de ter matado a mulher na manhã deste domingo, se entregou numa Companhia da Polícia Militar do bairro Buritis, na Região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com a PM, o suspeito afirmou que não empurrou sua esposa, a diarista Daniele Aparecida Moreira, das escadas. Segundo o suspeito, ele teria acordado com o barulho na mulher caindo, e só fugiu para não ser agredido pelos familiares da vítima, que estavam agitados. Antes de ser conduzido à Polícia Civil, Reginaldo recebeu atendimento médico no Hospital João XXIII, já que torceu o pé durante a fuga.


O crime chocou os moradores do Bairro Horto, na Região Leste da capital, e está sendo tratado pela polícia como feminicídio. Na manhã deste domingo (19), familiares da diarista Daniele Aparecida Moreira, de 38 anos, a encontraram morta em sua casa, que fica na Rua José Rafael Mendes (antiga Rua São Roque). O suspeito é o marido da vítima, o ajudante de pedreiro Reginaldo Meireles, de 30 anos, que fugiu depois de subir no telhado de residências vizinhas e, na sequência, foi flagrado por câmeras do BH Vivo caminhando em direção à estação de metrô.

Segundo testemunhas, Daniele, mãe de seis filhos e com dois netos, teria sido empurrada escada abaixo por Reginaldo, com quem vivia há cerca de dois anos. O crime teria ocorrido por volta das 6h30, conforme disse a tia da vítima, Ederlane Aparecida Moreira, que chegou à casa nesse momento. Uma das hipóteses, que será analisada pelos peritos que estiveram no local, é que a mulher teria sido enforcada antes de ser lançada pelos degraus. Segundo a polícia, o corpo apresentava marcas de asfixia. “Tivemos que preservar o local para a perícia”, afirmou o militar, que não deu mais detalhes da ocorrência.

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