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Estado de Minas

Moradores de ocupação na Av. Afonso Pena começam a deixar prédio

Cerca de 200 famílias da Ocupação Carolina Maria de Jesus serão levadas para um prédio na Rua Rio de Janeiro, também no Centro de BH. A mudança ocorrerá até quarta-feira


postado em 02/07/2018 09:32 / atualizado em 04/07/2018 13:16

(foto: Beto Novaes/EM/DA Press)
(foto: Beto Novaes/EM/DA Press)

Começou neste fim de semana o manejo de 200 famílias de Belo Horizonte que vivem na Ocupação Carolina Maria de Jesus. O grupo se instalou em setembro passado em um prédio da Avenida Afonso Pena, 2.300, na Região Centro-Sul da capital mineira. Nesta segunda-feira (2), 30 famílias estão sendo realocadas e, até quarta-feira, todas já estarão em novo endereço.

"No dia 8 (de junho), fechamos um acordo com o estado de Minas Gerais. Inicialmente, tínhamos o prazo de até sábado para sair. Mas foi difícil fazer a mudança, pois tínhamos alguns detalhes faltando", explicou o advogado do Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), Thales Viote. Provisoriamente, as famílias serão levadas para um prédio na Rua Rio de Janeiro, 109.

No acordo extrajudicial, as partes decidiram que as famílias vão se mudar para um terreno de aproximadamente 60 mil metros quadrados no Barreiro e parte de outro lote no Bairro Vila Santa Rita, na mesma região, onde serão construídas unidades do programa Minha Casa, Minha Vida.

A mudança é feita com auxilio de seis caminhões, disponibilizados pelo Governo de Minas Gerais, com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH).

De acordo com Thales Viote, a Ocupação Maria de Jesus é “um importante processo na luta pela reforma urbana no país”. O movimento considera que foi uma negociação "histórica": "Esse é o modelo que poder público tem que seguir."

A dona de casa, Valdete Borges, de 57 anos, integra a ocupação desde o ano passado devido à falta de condição de moradia. "Não tenho dinheiro para pagar aluguel e, por isso vim para cá. A mudança vai ser boa para gente. Fiquei satisfeita com a negociação. Vamos para outro prédio no Centro, que ajuda na locomoção das famílias", explicou.

O prédio na Avenida Afonso Pena pertence à Fundação Sistel de Seguridade Social (Sistel), fundo de previdência da Telebrás.

As articulações somaram esforços do Governo de Minas, Defensoria Pública, PBH, Polícia Militar, Ministério Público e movimentos sociais.

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