Publicidade

Estado de Minas

Vacinação contra gripe em Minas Gerais vai até 15 de junho

O fim da campanha foi prorrogado devido aos possíveis impactos que podem ser causados com a paralisação dos caminhoneiros no transporte público e nos serviços de saúde


postado em 30/05/2018 14:31 / atualizado em 30/05/2018 14:42

(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)

Moradores de Minas Gerais terão mais prazo para vacinar contra a gripe. A campanha de vacinação foi prorrogada para 15 de junho. A medida foi tomada nessa terça-feira pelo Ministério da Saúde devido aos possíveis impactos que podem ser causados com a paralisação dos caminhoneiros no transporte público e nos serviços de saúde. Neste ano, já foram registrados quatro mortes de pacientes que comprovadamente foram infectados pelo vírus Influenza A. A cobertura vacinal da população mineira está em 73,5%, ainda abaixo da média esperada. As doses estão disponíveis gratuitamente nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Em Belo Horizonte, mais de 588 mil pessoas receberam a vacina, o que representa 72% do público prioritário, sendo que a meta é imunizar 90%. Este ano a população da capital a ser vacinada é de 815.847 pessoas. As crianças entre  entre 6 meses e 4 anos são as que menos aderiram a campanha até o momento. Este público tem 47,4% de cobertura vacinal.

As doses que compõem a campanha de vacinação estão disponíveis pelo SUS para crianças de 6 meses a 5 anos; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade em medidas socioeducativas; gestantes; mulheres até 45 dias depois do parto; mulheres e homens com 60 anos ou mais; trabalhadores da área de saúde; povos indígenas; pessoas privadas de liberdade; portadores de doenças crônicas e outras condições clínicas especiais que comprometam a imunidade; e professores de escolas públicas ou privadas

Mortes


O número de mortes de pacientes que contraíram o vírus da gripe em Minas Gerais já chega a quatro.  A última vítima faleceu em Belo Horizonte, na terça-feira da semana passada. A dona de casa G.M.C.P., de 63 anos, que vivia na Região Nordeste, morreu 20 dias depois de ter se vacinado em um posto de saúde da capital mineira. Exames indicaram que ela foi vítima da variação H1N1, a mesma que causou epidemia mundial de gripe suína em 2009.

Especialistas explicam que a dose não oferece 100% de proteção, mas ressaltam a importância da prevenção, que diminui os efeitos dos sintomas, o número de hospitalizações e de mortes. Dos outros três pacientes que perderam a vida no estado pela doença, dois foram infectados pela variante H3N2, que provocou a pior temporada de influenza nos Estados Unidos dos últimos nove anos, e outro por Influenza A sem subtipo definido.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade