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Estado de Minas

Apesar de proibição, posto abastece galões com a presença da PM

Localizado na Avenida Amazonas, estabelecimento permitia pessoas transportarem combustível em dois tipos de galões: do Inmetro e/ou recicláveis


postado em 28/05/2018 21:02 / atualizado em 28/05/2018 22:12

 

Em reunião com o governador Fernando Pimentel (PT) na tarde de hoje, a mensagem do comandante-geral da Polícia Militar, coronel Helbert Figueiró de Lourdes, foi clara: o abastecimento de galões de qualquer tipo seria proibido. Apesar disso, no posto Estoril – Avenida Amazonas, 4.808, Nova Suíssa, Oeste de Belo Horizonte – a venda de combustível neste tipo de compartimento está permitida, com filas formadas por centenas de pessoas.


A irregularidade acontece em frente a três policiais militares. Perguntados pela reportagem sobre a proibição, os PMs disseram que não houve qualquer instrução em relação ao problema. Entretanto, tal recomendação foi reproduzida pelo comandante-geral horas antes. “Está proibida a venda de combustível em galões por uma questão de segurança. Somente serão abastecidos os veículos. Todos os postos terão policiamento”, disse o coronel Helbert Figueiró de Lourdes, no encontro que detalhou o plano de ações do governo de Minas para superar a crise de abastecimento.


Já o responsável pelo posto afirmou que somente galões do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e/ou recicláveis são permitidos pela legislação. Esse posicionamento, inclusive, era checado pelos frentistas e pela própria gerência do estabelecimento. Eles impediam que outros compartimentos fossem abastecidos.


Perguntados sobre a restrição, os cidadãos da fila ressaltaram que portavam apenas galões do Inmetro. “O meu galão é permitido. Se não fosse, eles barrariam aqui na frente (próximo à bomba de combustível)”, afirmou um cidadão que não quis se identificar.

 

Em nota divulgada hoje, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) também adiantou que não seria permitida a venda em galões e/ou outros recipientes. A razão seria por questões de logística e segurança. Sobre o conteúdo do texto, o responsável pelo posto Estoril disse que se trata de uma recomendação do órgão, portanto não haveria caráter normativo. 

 

(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press.)
(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press.)
 

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