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Estado de Minas

Serviços da Copasa são afetados pela greve dos caminhoneiros

Companhia informou que produtos químicos para o tratamento de água não chegam, assim como os combustíveis. Apesar disso, garantiu que o abastecimento de água está mantido


postado em 28/05/2018 13:02 / atualizado em 28/05/2018 14:32

A greve dos caminhoneiros já prejudica as atividades da Copasa no Norte de Minas. O superintendente de Operação Norte da companhia de saneamento, Roberto Botelho, informou na manhã desta segunda-feira que em Montes Claros existem produtos químicos para o tratamento de água por pelo menos 15 dias. Mas, pelo menos em cinco cidades vizinhas os estoques dos produtos usados no tratamento de água só duram mais cinco dias, podendo comprometer o abastecimento. 


Na última sexta-feira, a Copasa divulgou nota alertando sobre o risco de corte no abastecimento de água, em caso de manutenção da greve dos caminhoneiros por mais tempo. A empresa informou que até, então, o abastecimento ainda não sofreu alteração e as estações de tratamento de água estão operando normalmente, mas “a situação é de alerta”, diz trecho do comunicado.

Nesta segunda-feira, em entrevista coletiva, o superintendente de Operação Norte, Roberto Botelho, desmentiu boatos sobre a falta de água e tranquilizou a população de que o abastecimento continua normalizado. “Mas, há uma alerta. Há unidades com estoques (de produtos químicos) somente para (mais) cinco dias”, afirmou. “Estamos monitorando a situação. Pedimos a população para manter a economia de água: usar somente aquilo que for essencial”, conclamou Botelho.


Segundo ele, uma das cidades do Norte de Minas que sofre risco de desabastecimento de água tratada por causa da falta de insumos é Januária. Um caminhão com produtos químicos para o tratamento de água ficou parado em um bloqueio dos manifestantes na BR-135, estrada que liga Montes Claros e a cidade.  

O superintendente informou que a Copasa faz gestões para que os grevistas venham liberar a passagem pelo bloqueio. Da mesma forma, a empresa tenta a liberação de um caminhão carregado de produtos químicos que ficou parado em bloqueio na região de Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ele revelou que um veículo com os produtos químicos teve que ser escoltado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) para passar por um bloqueio feito por caminhoneiros grevistas na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Botelho ressaltou que a greve afeta a Copasa não somente pelo risco de desabastecimento de produtos químicos, mas também na falta de combustíveis para os veículos usados na prestação de serviços da companhia. “Muitas atividades precisam de combustíveis para serem desenvolvidas, como exemplo ligação de água e redes de esgoto. Manutenção de redes de esgoto, manutenção de redes eletromecânicas, o controle de qualidade de água com o envio de amostras para laboratório. As atividades estão sendo impactadas por causa da crise da falta de combustíveis”, relatou.

O superintendente de Operação Norte informou ainda que em Janaúba  o abastecimento continua normalizado. Mas, por conta da falta de combustíveis, o único serviço feito pelos funcionários da Copasa está sendo “correção de vazamentos”.

Corte do abastecimento


No último fim de semana, Ouro Branco, na Região Central de Minas Gerais, ficou sem o abastecimento de água. De acordo com a Copasa, o serviço ficou prejudicado nos dias 26 e 27 de maio, devido oscilação de energia elétrica no sistema de captação. “Uma manutenção eletromecânica já está sendo realizada no local e o abastecimento deverá ser normalizado em Ouro Branco, gradativamente, ao longo da noite desta segunda-feira”, disse a Companhia.

A Copasa informou, ainda, que o abastecimento de água segue normalizado, com as estações de tratamento funcionando rotineiramente nas cidades onde a empresa atua.

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