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Estado de Minas

Anglo American inicia processo de limpeza de mineroduto na Zona da Mata

Ação no interior dos dutos deve começar nesta semana. Em março, dois rompimentos resultaram no vazamento de 947 toneladas de minério de ferro


postado em 14/05/2018 17:34 / atualizado em 14/05/2018 18:04

(foto: MPMG/Divulgação)
(foto: MPMG/Divulgação)
Responsável pelos dois vazamentos em março deste ano no Mineroduto Minas-Rio, a Anglo American começa, nesta semana, o processo de limpeza interna no mineroduto, que está com as atividades paralisadas desde o dia 29 de março. A mineradora recebeu autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Justiça de Rio Casca para iniciar o procedimento. Empresa deve avisar às comunidades e aos superficiários sobre o processo.

O método utilizado pela Anglo American para a retirada da polpa de minério que ficou retida após rompimento do mineroduto se baseará na limpeza interna dos dutos, com a finalidade de retirar aproximadamente 70 mil toneladas do material. A princípio, o procedimento acontecerá entre Santo Antônio do Grama, na Zona da Mata, e São João da Barra (RJ) – onde ocorreram os dois vazamentos.

A manutenção do segundo trecho, entre Conceição do Mato Dentro, na Central mineira, e Santo Antônio do Grama, acontecerá após a realização dos primeiros procedimentos. De acordo com a mineradora, quatro tipos de PIGs – equipamentos que percorrerão internamente a tubulação, com a finalidade de levantar informações sobre a composição dos tubos – serão utilizados: de limpeza, geométrico, magnético e ultrassom. Haverá também monitoramento eletrônico em tempo real da manutenção do percurso.

Por meio de uma nota, a Anglo American disse que "reforça seu compromisso com a segurança e está comprometida a voltar a operar apenas após inspeções minuciosas". "O Minas-Rio continua sendo um projeto competitivo, com um produto de qualidade e alta demanda no mercado internacional de minério de ferro", informou.

Vazamentos


Ocorridos em 12 e 29 de março, os rompimentos resultaram no lançamento de 947 toneladas de minério de ferro em Santo Antônio do Grama. O primeiro despejou minério no manancial que abastece o município e também no leito de Ribeirão Santo Antônio. Na época, o vazamento assustou os moradores da cidade e a captação de água foi interrompida pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).

O segundo vazamento ocorreu menos de 20 dias depois, próximo ao local do primeiro incidente. A falha em uma solda de parte do mineroduto de 529 quilômetros entre Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas, e o Porto do Açu (RJ), seria o motivo para os dois vazamentos. No período, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) informou que 318 toneladas foram despejadas no curso d’água no primeiro vazamento e, no segundo, uma análise na região constatou o escoamento de 647 toneladas de material – sendo que 174 toneladas atingiram o curso d’água e 473 uma fazenda. (Com informações de Larissa Ricci)

* Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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