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Estado de Minas

Professores da rede municipal agendam paralisação para esta quarta-feira

Expectativa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-REDE) é que professores do Ensino Fundamental também iniciem greve; educação básica está parada desde 23 de abril


postado em 08/05/2018 21:22 / atualizado em 08/05/2018 22:43

Protesto do último dia 23 ficou marcado por discordâncias entre sindicalistas, professores e a PM(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Protesto do último dia 23 ficou marcado por discordâncias entre sindicalistas, professores e a PM (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
Em busca de melhores condições de trabalho, professores da rede pública municipal vão se reunir na Praça da Estação, a partir das 8h30, nesta quarta-feira. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-REDE), a expectativa é que profissionais de nível superior (Ensino Fundamental) também entrem em greve – posicionamento adotado pela educação infantil desde 23 de abril. 

As principais solicitações dos trabalhadores em educação são o reajuste salarial e a carreira única para educação infantil – equiparação salarial entre educação infantil e fundamental. Atualmente, a educação básica respeita os níveis de 1 a 10, enquanto a fundamental obedece ao grau 10 até o 24. 

Além disso, os professores pedem a ampliação do chamado "tempo de estudo". Este período diz respeito às tarefas extraclasse, como dedicação aos pais e responsáveis, correção de avaliações e elaboração do conteúdo lecionado. Os professores pedem o aumento de 5h para 7h do intervalo total. 

Para tentar chegar a um acordo, a categoria se reuniu com a Prefeitura de Belo Horizonte nesta terça-feira. Entretanto, segundo o Sind-REDE, não houve apresentação de qualquer proposta. "A pauta de reivindicação foi enviada em fevereiro. Esperamos março e abril, mas não houve nenhuma proposta. Essa paralisação já estava programada", ressalta o diretor do sindicato, Robson Torrezani. 
 
De acordo com a Diretoria Colegiada do Sind-REDE, "o governo ignorou as diversas reuniões realizadas desde o ano passado, inclusive a promessa feita de apresentação de proposta em setembro de 2017". 

Ainda na versão do sindicato, uma nova reunião deve ser marcada para o próximo dia 16 (quarta-feira). Neste encontro, a Prefeitura de Belo Horizonte deve apresentar uma proposta para as mudanças do "tempo de estudo". Entretanto, o fato não deve influenciar nas discussões de amanhã. 

O ato também vai contar com outras duas categorias: os trabalhadores terceirizados da Caixa EscolarSindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel). Os ligados à educação reivindicam aumento salarial. 

O Sindibel, por sua vez, quer reajuste de 5%, acrescido de 14% relacionados às perdas salariais entre 2014 e 2018. A categoria ainda pede a extensão do vale-alimentação para seis horas – no valor de R$ 38,50 – e revisão dos planos de carreiras.
 
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press)
 

Os trabalhadores devem se encaminhar à sede da Prefeitura de Belo Horizonte para finalizar o ato. Na última ocasião semelhante, a Polícia Militar optou pelo "uso progressivo da força" e causou polêmica com a categoria. 

Na época, uma sindicância foi aberta pelo governador Fernando Pimentel (PT). A medida tinha como objetivo apurar possíveis abusos da PM durante a abordagem. 

Serviço


Data: 06/05 (quarta-feira)

Hora: 8h30 (concentração)

Local: Praça da Estação e término na sede da Prefeitura de Belo Horizonte
 
Categorias: Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-REDE), trabalhadores terceirizados da Caixa Escolar e Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Belo Horizonte (Sindibel)

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