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Estado de Minas

Ex-funcionária de Procon é presa por suspeita de golpes em Manhuaçu

Polícia apura se mulher que deveria usar sua função no órgão em favor dos direitos dos consumidores, se apropriava de dados dos usuários do Procon para aplicar golpes. Alvo eram idosos


postado em 04/05/2018 22:41 / atualizado em 04/05/2018 23:54

Uma ex-funcionária do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) em Manhuaçu, na Zona da Mata, foi presa por suspeita de aplicar golpes a partir de documentos pessoais das pessoas em busca de seus direitos nas relações de consumo. Além dela, há uma outra suspeita, que também atuava no órgão, que está sendo investigada.

De acordo com a Polícia Civil, depois de seis meses de apuração, foi cumprido mandado de prisão preventiva contra a ex-funcionária J.H.G., depois de indícios de crimes de estelionato. Já a outra mulher, teve um mandado busca e apreensão em sua casa e documentos foram recolhidos para checar seu suposto envolvimento no esquema criminoso.

Suspeita foi ouvida e levada para unidade prisional(foto: Polícia Civil/Divulgação)
Suspeita foi ouvida e levada para unidade prisional (foto: Polícia Civil/Divulgação)
Conforme apurado, os crimes teriam sido praticados a partir de documentos pessoais arrecadados no contato com dezenas de consumidores que procuravam o Procon em Manhuaçu. “Apuramos que J. aplicou vários golpes, principalmente contra aposentados”, explicou o delegado José Geraldo, responsável pelo inquérito policial.

Há dois meses, durante cumprimento do primeiro mandado de busca, a policiais recolheram documentos no apartamento da suspeita. Na oportunidade, a Justiça determinou o afastamento de J. das funções no Procon. O segundo mandado de busca e apreensão foi relacionado à outra funcionária, com recolhimento de documentos na casa dela e também na sede do órgão. Ela foi ouvida na delegacia e liberada.

Segundo informações do delegado Regional Carlos Roberto Souza, J. também foi ouvida na delegacia, na presença de advogado e, em seguida, levada para uma unidade prisional, onde está à disposição da Justiça. A Polícia Civil destacou que os crimes não envolvem a instituição Procon de Manhuaçu, mas até então uma ex-funcionária e outros suspeitos não ligados aos órgãos, investigados no mesmo inquérito.

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