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Estado de Minas

Kalil marca reunião com representantes dos professores na prefeitura

Enquanto o prefeito negocia com o Sind-Rede, servidores da educação municipal farão assembleia na Avenida Afonso Pena


postado em 25/04/2018 12:01 / atualizado em 26/04/2018 08:44

Ângela Dalben, Secretária Municipal de Educação, Alexandre Kalil e o Secretário Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis, em entrevista coletiva na terça-feira, após confusão entre PM e professores(foto: Gladyston Rodrigues/ EM/ D.A Press )
Ângela Dalben, Secretária Municipal de Educação, Alexandre Kalil e o Secretário Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis, em entrevista coletiva na terça-feira, após confusão entre PM e professores (foto: Gladyston Rodrigues/ EM/ D.A Press )
O prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PHS) e o vice-prefeito (Rede) Paulo Lamac vão se reunir com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede) nesta tarde no prédio da administração municipal. A informação é da assessoria de comunicação da PBH.

O objetivo da reunião, marcada para 14h30, é seguir as negociações com as entidades que representam os professores e demais servidores da rede de educação municipal, em greve desde o início da semana. Um encontro já foi realizado nessa terça-feira.
 
Também participam da reunião o Secretário Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão, André Reis e a Secretária Municipal de Educação, Ângela Dalben.

Após o encontro, Alexandre Kalil vai falar à imprensa sobre as negociações com a categoria. 

Assembleia

Enquanto representantes do sindicato estiverem reunidos com a executiva municipal, os professores estarão em assembleia na porta do prédio da prefeitura, na Avenida Afonso Pena, hipercentro de BH. A assembleia vai traçar os novos passos do movimento e discutir as propostas enviadas pela prefeitura. 

Bombas e jatos d'água 


Na terça-feira, o protesto dos professores foi marcado por um confronto com a Tropa de Choque da Polícia Militar, que lançou bombas de efeito moral e jatos d'água contra os educadores e representantes do sindicato.
 
Em nota, a PM afirmou que dialogou com os manifestantes por uma hora e meia para que o trânsito na Avenida Afonso Pena - compeltamente interditado por manifestantes - fosse parcialmente liberado. Na conversa, a corporação diz que alertou para o fato de que o fechamento total da via causaria prejuízos a todos, inclusive àqueles que precisariam se deslocar com urgência para os hospitais da região.
 
“Após o diálogo, os manifestantes não atenderam ao pedido de liberação parcial e a Polícia Militar, com o intento de resguardar os direitos citados, fez uso diferenciado da força com instrumentos de menor potencial ofensivo, que promoveram a dispersão daqueles que interrompiam o trânsito da Avenida Afonso Pena”, diz o texto. Quatro pessoas foram detidas durante a ação. 

PM usou jatos d'água e bombas de efeito moral para dispersar manifestação e liberar o trânsito na Afonso Pena, durante protesto de professores na terça-feira (foto: Gladyston Rodrigues/ EM/ D.A Press )
PM usou jatos d'água e bombas de efeito moral para dispersar manifestação e liberar o trânsito na Afonso Pena, durante protesto de professores na terça-feira (foto: Gladyston Rodrigues/ EM/ D.A Press )

O Sind-Rede, por sua vez, afirmou que a ação da PM foi após os servidores aceitarem a liberação da via. "Enquanto fomos com um grupo menor para agendar uma mesa de negociação, outro grupo ficou sentado na avenida aguardando a nossa decisão. Quando a Polícia Militar pediu para a gente liberar, já tinha sido decidido coletivamente deixar uma pista de socorro livre. Mas, em seguida veio o ataque”, argumentou Evângela Maria de Oliveira Rodrigues Alvertine, dirigente do Sindrede. 
 
Com as explosões diante da sede da PBH, o prefeito Alexandre Kalil chegou a sair do prédio e questionar os policiais sobre a ação. “Não podemos permitir a baderna se instalar propositalmente por meia dúzia de pelegos, agarrados aos cargos há anos, em detrimento do interesse de uma classe tão importante quanto a dos professores. Os mesmos estão aí há anos. Interessados em candidaturas próprias no final do ano, como é facilmente identificado”, declarou o Kalil. 
Após ouvir os estrondos das bombas, Alexandre Kalil foi até a avenida e conversou com os policiais e sindicalistas (foto: Gladyston Rodrigues/ EM/ D.A Press )
Após ouvir os estrondos das bombas, Alexandre Kalil foi até a avenida e conversou com os policiais e sindicalistas (foto: Gladyston Rodrigues/ EM/ D.A Press )
 
 
Já o governador Fernando Pimentel convocou a cúpula da Polícia Militar ao Palácio da Liberdade e determinou abertura de sindicância para apurar se houve excessos na ação. 

Professores pedem unificação de carreira e reajustes 

Os professores da educação infantil reivindicam a unificação das carreiras com os colegas do ensino fundamental. “Queremos é carreira única para professores da rede municipal. Temos professora graduada em pedagogia que ganha salário líquido de R$ 752, o que está sendo descontado no salário é o plano de saúde. Não há condições de nos mantermos financeiramente com nossas despesas diárias. Então, somos submetidos a jornadas tripla de trabalho”, argumenta Evângela Maria de Oliveira Rodrigues Alvertine, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Rede Municipal de Educação (Sindrede).

A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão e a Secretaria Municipal de Educação sustentam que o salário dos professores da rede infantil é de R$ 3.409,05 e de R$ 7.522,39 para o ensino fundamental. O primeiro passo para o processo de unificação, segundo as duas pastas, é a aprovação do Projeto de Lei 442/2017 que tramita na Câmara Municipal de Belo Horizonte.
 
Entre as previsões do texto está o reajuste de 15% na folha salarial dos educadores infantis que têm curso superior, o que no quadro da prefeitura abreange 70% desses professores. A proposta não agrada a toda a categoria. “O projeto mexe um nível na nossa carreira. Lutamos para ser reconhecidos como professores municipais, com ingresso em nível superior, em nível 10”, disse Evângela Rodrigues.

Outra mudança no projeto está na emancipação das Umeis. “As unidades da educação infantil passam a ter autonomia em relação às escolas de ensino fundamental e nessa perspectiva vamos ter diretor, vice, diretor pedagógico, além de uma caixa escolar. Isso permite, inclusive, que as próprias Umeis possam gerir os recursos no seu projeto pedagógico”, explicou a secretária municipal de Educação, Ângela Dalben.
 
*Sob supervisão do editor Benny Cohen

 

 
 

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