(none) || (none)
UAI
Publicidade

Estado de Minas

Prefeitura promete apressar podas após queda de árvore com incêndio em Lourdes

Queda de espécime causa pânico e estragos em BH, com fogo que se alastrou para nove carros. Poste caiu, corte de energia demorou e atrasou a ação de bombeiros. Donos de veículos ameaçam processo


postado em 19/04/2018 06:00 / atualizado em 19/04/2018 10:27


Mais uma vez, a queda de uma árvore espalha medo e prejuízo, agora em forma de chamas, pelas ruas de Belo Horizonte. O incidente, o mais recente de uma série que já provocou inclusive mortes na capital, ocorreu em um endereço nobre, na Rua São Paulo, Bairro de Lourdes, Região Centro-Sul, atingindo nove carros e causando um incêndio de grandes proporções na tarde de ontem. Segundo o Corpo de Bombeiros, o tronco bateu no transformador de energia de um poste que, em seguida, caiu sobre os veículos.

Sete deles foram destruídos pelas chamas, e dois pela queda da árvore de cerca de 20 metros. Três viaturas do Corpo de Bombeiros foram ao local e a área foi isolada no cruzamento da São Paulo com a Gonçalves Dias. A demora da Cemig, que levou quase uma hora para garantir o desligamento da energia na região, atrasou os trabalhos dos bombeiros e ampliou o prejuízo. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou que fará uma reunião de emergência para apressar o processo de podas e de supressões de árvores condenadas na cidade. Neste ano, até o último dia 5, 816 exemplares foram removidos pela prefeitura em BH, 64 na Região Centro-Sul.

Ver galeria . 14 Fotos Árvore cai sobre poste e provoca incêndio a carros estacionados na Rua São Paulo, no Bairro LourdesGladyston Rodrigues/EM/DA Press
Árvore cai sobre poste e provoca incêndio a carros estacionados na Rua São Paulo, no Bairro Lourdes (foto: Gladyston Rodrigues/EM/DA Press )
Cármen Campos, de 56 anos, dona de um dos carros atingidos, disse que havia estacionado no local cerca de 10 minutos antes de o incêndio começar. “Saí do carro, entrei para a loja e em menos de cinco minutos escutamos um barulho e vimos o incêndio”, contou, abalada, a comerciante. A filha dela, Kênia Campos, que estava na vaga antes de a mãe entrar, contou que ficou em estado de choque. Para ela, o incidente poderia ter sido evitado se a prefeitura tivesse feito avaliação das árvores da região. “Não tinha ventado forte, nem chovido. Outras árvores já caíram aqui na rua há mais tempo. É displicência”, apontou Kênia.

O Corpo de Bombeiros foi acionado às 16h54, quando apenas um carro estava em chamas. “Não podíamos começar o combate ao fogo, devido ao risco de choque. Apenas às 17h55 os cabos foram desenergizados. Houve um momento em que a Cemig informou que poderíamos começar o combate, mas em seguida disse que não. Eu poderia ter perdido 10 militares”, contou o tenente Sérgio Magalhães Júnior, do Corpo de Bombeiros.

Dos nove veículos destruídos, sete foram consumidos pelo fogo, já que o combate atrasou, por demora no corte de energia. Os outros foram danificados por tronco e galhos(foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)
Dos nove veículos destruídos, sete foram consumidos pelo fogo, já que o combate atrasou, por demora no corte de energia. Os outros foram danificados por tronco e galhos (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A PRESS)
Carolina Pardini, de 28, desceu correndo as escadas do prédio em frente de onde havia estacionado o carro. “Ouvi o barulho muito forte. Achei que era algum problema no elevador do prédio. Quando vi, era um carro já pegando fogo. O meu estava logo em frente. Pensei em entrar correndo para retirá-lo, mas o fogo se alastrou muito rápido e me orientaram a não fazer isso”, contou, indignada. “A gente paga tudo em dia, sempre. É um absurdo que isso aconteça”, completou. Ela espera que o seguro cubra o prejuízo. Porém, isso deve demorar cerca de 30 dias: “Agora, vou precisar de me locomover de táxi, ônibus. Quem vai arcar com esse custo?”, questionou. Os motoristas vítimas do incidente criaram um grupo no WhatsApp para discutir sobre os danos e devem mover uma ação coletiva contra a prefeitura.

Os bombeiros aconselharam o esvaziamento de sete prédios, devido ao cheiro da fumaça. A Defesa Civil ainda deve fazer uma vistoria nesses imóveis. A Cemig informou que a queda da árvore provocou a quebra de um poste, com transformador de energia. “Imediatamente, o Centro de Operações da Distribuição desligou remotamente a energia de forma preventiva em parte dos bairros Lourdes, Funcionários e Santo Agostinho e informou ao Corpo de Bombeiros que toda a região estava sem eletricidade, garantindo a segurança do trabalho de combate ao incêndio”, sustentou a empresa. Apesar da demora de quase uma hora, a concessionária ressalta que a região afetada é “equipada com equipamentos de acionamento remoto, que não dependem da presença física das equipes para a interrupção do fornecimento”. Segundo a empresa, o religamento da luz da maioria dos consumidores ocorreu por volta das 18h50.



*Estagiário sob supervisão do editor Roney Garcia


receba nossa newsletter

Comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Cadastro realizado com sucesso!

*Para comentar, faça seu login ou assine

Publicidade

(none) || (none)