Publicidade

Estado de Minas

Sobe para três o número de mortes por dengue em Minas Gerais

Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES/MG) mostram que 12.491 casos prováveis da doença já foram registrados neste quatro primeiros meses. Chikungunya teve aumento de 17,6% em uma semana


postado em 16/04/2018 16:37 / atualizado em 16/04/2018 16:44

População deve ficar atenta para evitar os focos do mosquito Aedes aegypti(foto: Ag. Para - Belem- PA)
População deve ficar atenta para evitar os focos do mosquito Aedes aegypti (foto: Ag. Para - Belem- PA)

As doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti seguem fazendo vítimas em Minas Gerais. Subiu para três o número de mortes por dengue em 2018 no estado. Dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) na tarde desta segunda-feira mostram que a situação pode ser ainda pior. Ainda estão sendo investigados nove óbitos pela enfermidade. Em 2017, foram 18 mortes confirmadas. Uma preocupação é em relação a incidência de casos prováveis. Segundo a pasta, de 11 de março até 7 de abril treze municípios mineiros apresentaram incidência alta ou muito alta de notificações.

Dados da SES/MG, mostram um aumento no número de casos prováveis da doença em sete dias. A alta neste período foi de 9,8%, saindo de 11.367 notificações para 12.491. No ano passado, de janeiro a abril (considerando o mês inteiro) o Estado tinha 18.052 registros da doença. Mesmo assim, a atenção contra a enfermidade deve continuar.

Isso, porque, a dengue segue matando em Minas Gerais. Já foram confirmadas três mortes pela doença neste ano. Os moradores que perderam a vida são de Conceição do Pará, e Moema, na Região Centro-Oeste, Uberaba, no Triângulo.

Outra doença transmitida pelo Aedes aegypti aumentou ainda mais em uma semana. A alta do número de casos de febre chikungunya foi de 17,6%. Saiu de 2.724 para 3.206 notificações. A maior concentração do número de registros está na Região do Vale do Aço. Somente nas últimas quatro semanas, segundo a SES/MG, Minas Gerais apresentou três municípios com muito alta ou alta incidência da enfermidade. São eles: Coronel Fabriciano, Timóteo e Belo Oriente.

Do total de casos prováveis, 36 pacientes são gestantes. Destas, 12 tiveram a confirmação laboratorial da doença. Em 2018, não há registro de óbito suspeito ou confirmado por chikungunya. No ano passado, foram 15 mortes registradas, as primeiras da história de Minas. Outras duas ainda estão sendo investigadas.

Zika

Os casos de zika também tiveram aumento. Em uma semana, passou de 113 notificações para 124. Os casos foram registrados em 42 municípios mineiros.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade