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Estado de Minas

Dançarinos de lindy hop e breakdance se divertem em batalha em BH

BeHoppers e Spin Force Crew promovem disputa divertida entre estilos nascidos em Nova York, em pista de dança a céu aberto na Praça da Liberdade


postado em 09/04/2018 06:00 / atualizado em 09/04/2018 07:34

Nos passos do breakdance e do lindy hop, dançarinos participaram de uma disputa em tom de confraternização que contagiou a plateia(foto: Marcos Vieira/Em/DA Press)
Nos passos do breakdance e do lindy hop, dançarinos participaram de uma disputa em tom de confraternização que contagiou a plateia (foto: Marcos Vieira/Em/DA Press)

De um lado, os corpos embalados pelo swing jazz com vestes vintage, que remetem à década de 20. Do outro, os dançarinos que se remexem com movimentos acrobáticos, meias altas, tênis e moletons que rememoram os anos 70. Apesar de parecerem danças completamente diferentes, o lindy hop e o breaking têm um passado comum. Os estilos nasceram em Nova York (EUA) e, ontem, se uniram para a primeira edição da batalha de ritmos, com o intuito de resgatar as origens comuns e fazer muita gente dançar. O encontro atraiu dezenas de amantes da dança e curiosos na Praça da Liberdade, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Os grupos BeHoppers – formado por feras do lindy hop –, e Spin Force Crew – trupe de breakdance, um dos pilares da cultura hip-hop –, levaram para uma pista de dança montada no coração de BH os movimentos e as músicas características. “A ideia é fortalecer a cena cultural de BH e unificar dois grupos. Antes de o evento acontecer, nos encontramos em ensaios e trocamos experiências técnicas. Hoje, escolhemos a Praça da Liberdade, onde muitas pessoas vêm pra se divertir, para mostrar o resultado”, contou Camila Magalhães, do BeHoppers.

A batalha foi divida em três etapas. Na primeira, cada conjunto dançou músicas do seu estilo. Logo depois, veio a mistura. Bailarinos de lindy hop experimentaram batidas e movimentos do hip-hop, enquanto a turma da breakdance encarou o bailado dos anos 1920. Na rodada final, todo mundo voltou aos passos de origem. “Comecei a dançar break em 1990. Naquela época, o acesso à internet e a informação eram bem mais difíceis. Após pesquisar sobre lindy hop, soube que era um ritmo que nasceu no mesmo país. Esse intercâmbio de conhecimentos foi concretizado hoje (ontem)”, disse Reynaldo Ribeiro, do Spin Force Crew.

A servidora pública federal Luciana Machado Costa, de 42, foi ao evento depois de tomar conhecimento da batalha por redes sociais. “Eu e minhas amigas estávamos procurando algo para fazermos juntas e soubemos do encontro. Foi um evento cultural riquíssimo”, avaliou ela, enquanto registrava a performance dos dançarinos pelo celular. “Já tinha visto o BeHoppers se apresentando e achei muito legal. A mistura de ritmos ficou sensacional”, completou. Ainda tímida, ela não quis arriscar passos na pista de dança a céu aberto. Mas mesmo quem não dominava as técnicas de nenhum dos dois ritmos acabava acompanhando do seu jeito. No meio do público percebia-se pés e mãos no ritmo da música. (Com Cecília Emiliana)

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