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Estado de Minas

Trabalhadores 'abraçam' maternidade onde houve infestação por formigas

Reunião de representantes da Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg) com o presidente da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig) deve acontecer nesta quarta-feira


postado em 03/04/2018 20:12 / atualizado em 03/04/2018 20:29

Mães, mulheres e trabalhadores realizaram nesta terça-feira um abraçaço no prédio da Maternidade Odete Valadares (MOV), na Região Oeste de Belo Horizonte. De acordo com a Associação Sindical dos Trabalhadores em Hospitais de Minas Gerais (Asthemg), o protesto foi uma forma de pedir medidas urgentes à administração depois de uma infestação de formigas no Centro de Terapia e Tratamento Intensivo (CTI) neonatal. Na semana passada, a coordenadora do setor e a diretora da unidade foram afastadas temporariamente.

O caso veio à tona quando um vídeo gravado por um funcionário da maternidade mostrou uma infestação de formigas em incubadoras, sondas de oxigênio e em cima de bebês no CTI neonatal da unidade. Nas imagens, é possível ver as formigas na cabeça de um dos recém-nascidos, nos tubos de oxigênio e nos acessos para injeção de medicamentos. O setor onde o vídeo foi gravado é destinado a crianças prematuras e em tratamento de alguma enfermidade.

Segundo o presidente da Asthemg, Carlos Augusto dos Passos Martins, a atividade realizada na portaria da MOV chamou a atenção dos usuários do serviço e um documento indicando outras irregularidades envolvendo a maternidade foi lido para os presentes. Nessa quarta-feira, a associação se reunirá com o presidente da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig), Tarcísio Dayrell Neiva, para que os problemas sejam discutidos. 

Além da reunião, a Asthemg informou que prevê uma audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) na semana que vem, como forma de envolver as comissões de Saúde e Direitos Humanos da Casa na apuração das denúncias. 

Em nota divulgada, a Fhemig informou que muitos problemas apontados na semana passada já foram corrigidos e que o restante ainda está sendo solucionado. A fundação informou ainda que, desde a semana passada, não foram registradas ocorrências de formigas no local e que a situação está sendo monitorada diariamente.

* Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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