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Estado de Minas

Gerente de hospital é preso em operação do MP em Janaúba

Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) pediu prisão do homem por suspeita de irregularidades. Hospital não se pronunciou


postado em 03/04/2018 18:36 / atualizado em 03/04/2018 18:56

O Ministério Público Estadual de Minas Gerais (MPMG), com o apoio da Polícia Militar, desencadeou nesta terça-feira a “Operação Metástase”, que apura supostas irregularidades no Hospital da Fundação Assistência Social de Janaúba (Fundajan), no município do Norte de Minas. Entre elas estão nepotismo, deficiência na gestão de atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS) e de procedimentos particulares, “a proliferação de casos de falhas médicas e assistenciais” e contratações ilícitas para o favorecimento a empresas pertencentes a funcionários.

Conforme o MPMG, foi preso preventivamente um gerente administrativo do hospital, cujo nome não foi divulgado. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão no escritório, na residência do gerente administrativo e em uma empresa investigada.

Segundo a instituição, as investigações apontam que o gerente do Hospital Fundajan autorizava compras em uma empresa da qual era sócio, em conluio com a mulher dele, também investigada. “Para tanto, em alguns casos, apurou-se que eram lançados valores relativos ao frete nas empresas concorrentes, mesmo quando já constante na oferta, fazendo com que a empresa dos investigados saísse vencedora”, informa o MPMG. Ainda de acordo os responsáveis pela operação, foi decretada a prisão preventiva do gerente porque ele teria ocultado e destruído provas.

A Promotoria Pública da Defesa da Saúde de Janaúba informa que foi apurado em inquérito diversas irregularidades na unidade hospitalar como como “nulidade do estatuto da entidade”, “falta de órgãos consultivos e fiscal”, “má gestão nas relações trabalhistas”, “perseguição e assédio moral” e “deficiência na gestão de atendimentos do SUS e de procedimentos particulares”.

O MPMG diz que também foram verificadas “irregularidades e ausência nas prestações de contas”, “contratação de empréstimos abusivos”, “deficiência nas escalas de plantão”, “suspensão de cirurgias eletivas (não emergenciais)”; “proliferação de casos de falhas médicas e assistenciais”, “nepotismo” e “contratações ilícitas mediante favorecimento de empresas pertencentes a funcionários", entre outros.

A instituição também informou que, como parte da “Operação Metástase”, ajuizou nesta terça-feira uma Ação Civil Pública (ACP) com pedido de tutela antecipada, requerendo intervenção na Fundação Hospitalar de Janaúba (Fundajan), no Norte do estado, com o afastamento de todo o conselho diretor da entidade e a nomeação de comissão interventora.

“Em face da notória crise administrativa, aliada à ausência de tomada de medidas enérgicas por parte do município, colocando em risco grave e iminente toda a população gorutubana, foi solicitada a intervenção como forma de restabelecer o pleno funcionamento da unidade hospitalar”, afirma o promotor de Justiça de Janaúba Daniel de Castro.

A reportagem entrou em contato com a Procuradoria da Prefeitura de Janaúba, que alegou que o Hospital Fundajan é administrado por um fundação sem vinculo com o município. O hospital também foi procurado no final da tarde desta terça-feira, mas não foi encontrado ninguém que pudesse se manifestar em relação à operação do MP.

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